Maduro diz que Pokémon Go promove "cultura de morte" do capitalismo

Presidente da Venezuela defende jogos virtuais levam jovens a integrar-se em organizações terroristas

O Presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, considerou na terça-feira que o jogo virtual Pokemón Go faz parte da "cultura de morte" criada pelo capitalismo e que levou muitos jovens a integrarem-se em organizações terroristas.

"Há que abrir um debate sobre a geração de uma cultura que gera realidades virtuais, como a realidade do recente jogo Pokemón Go. A realidade virtual é matar e matar, a cultura da morte que tem criado o capitalismo", disse, durante o programa de rádio e televisão "Em Contato com Maduro".

Para o Presidente da Venezuela, trata-se de "um tema muito sério" porque leva os jovens a estar muito tempo ligados à tecnologia.

"A penetração dos novos mecanismos da cultura da violência na juventude venezuelana e na mundial é um tema muito sério que aponta à individualização do ser humano, ligado só à tecnologia e, na tecnologia, ligado com realidades virtuais, que o leva à cultura das armas e do mau", disse.

O Chefe de Estado propôs a realização de um debate no âmbito dos países membros da União de Nações da América do Sul (Unasul) "para partilhar experiências na luta pela cultura da vida, pela cultura do fazer, pela cultura do humano, porque a cultura da morte é um fenómeno mundial que está a roubar a infância, porque são os jovens, muitos jovens, os que estão a cometer assassinatos".

Como resultados desta "cultura da morte", Nicolás Maduro mencionou os recentes atentados terroristas no Afeganistão, França, Síria e Alemanha.

"As realidades virtuais das armas, da cultura da morte que tem criado o capitalismo, isso deve ser motivo de preocupação", sentenciou.

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