Lula e Dilma arguidos por organização criminosa

Denúncia é de 2017 e refere-se a um desvio de 300 milhões de euros, de 2003 a 2016, da petrolífera estatal Petrobrás, no âmbito da Operação Lava-Jato

Lula da Silva, Dilma Rousseff, dois ministros das finanças nos governos do PT e um tesoureiro do partido foram constituídos arguidos por organização criminosa, por determinação do juiz de Brasília Valdisney Oliveira.

A denúncia que havia sido apresentada pelo então procurador-geral da República Rodrigo Janot, ainda em 2017, diz respeito ao crime de organização criminosa.

Segundo o juiz "há indícios suficientes para a que a ação seja aberta e os acusados julgados após audição das testemunhas e apresentação das defesas".

Diz a denúncia que Lula, Dilma, os ministros das finanças Antonio Palocci e Guido Mantega e o tesoureiro do PT Vaccari Neto lesaram, de 2003 a 2016, a petrolífera estatal Petrobrás em 1,5 mil milhões de reais, um pouco de 300 milhões de euros.

O dinheiro desviado fez parte do esquema investigado na Operação Lava-Jato, em que um cartel de nove construtoras, como a Odebrecht e outras, pagavam, sem declarar à justiça eleitoral, as campanhas de políticos e outros benefícios em troca de contratos lucrativos com a Petrobrás.

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