Político distribuiu "sprays da resistência" contra a "jihad sexual"

Geert Wilders, cujo partido tem 12 deputados no Parlamento holandês e quatro no europeu, é uma figura controversa pelas suas posições populistas e xenófobas

Wilders, líder do Partido para a Liberdade (PVV), deslocou-se este sábado à cidade de Spijkenisse e, rodeado tanto por uma multidão de apoiantes como por uma escolta policial, distribuiu latas de tinta vermelha - a que chamou "spray da resistência" - para proteger as mulheres dos refugiados.

Num país em que o uso de gás pimenta por civis está proibido, o líder da extrema-direita holandesa considera que a lei tem que ser alterada face às novas circunstâncias. Por ser ilegal o gás pimenta, Wilders decidiu encher as suas latas com tinta vermelha e distribuí-las.

Num vídeo publicado pouco depois dos agressões sexuais na noite de ano novo em Colónia, Wilders propôs prender todos os homens refugiados de países muçulmanos nos centros de asilo para proteger as mulheres das "bombas de testosterona" e bloquear a ameaça da "jihad sexual". Ainda no mesmo vídeo, o polémico político holandês afirmou que, se fosse eleito, encerraria as fronteiras do país a todos os refugiados.

E a retórica anti-islamita de Wilders parece ter começado a surtir efeito. As próximas eleições na Holanda estão agendadas para 2017, no entanto, segundo o Ipsos, o PVV tem vindo a aumentar a sua popularidade e uma sondagem feita pelo instituto sugere que o partido elegeria agora 32 deputados.

O líder da extrema-direita holandesa já sofreu várias ameaças de morte pelos seus comentários xenófobos e espera-se que em março seja julgado por ter incitado ao ódio racial numas eleições regionais.

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