'Labour' quer renacionalizações e britânicos apoiam a ideia

Manifesto de campanha dos trabalhistas defende regresso ao Estado dos caminhos-de-ferro, correios e setor energético.

O Partido Trabalhista vai prometer renacionalizar os caminhos-de-ferro e os serviços postais e recuperar parte do setor energético para as mãos do Estado, esperando que esta viragem à esquerda conquiste eleitores antes das legislativas antecipadas de 8 de junho. Promessas que, segundo uma sondagem conhecida ontem, parecem agradar aos britânicos.

Segundo uma versão preliminar do manifesto eleitoral do Labour revelada esta semana, o partido liderado por Jeremy Corbyn defende ainda um aumento de impostos sobre quem tem rendimentos mais altos - particulares e empresas - para financiar as áreas da educação e saúde. "Isto dá-nos a oportunidade de chamar a atenção para uma visão de um Reino Unido diferente, um Reino Unido mais justo, um Reino Unido mais igual, um Reino Unido do lado de muitos, não de poucos", disse Andrew Gwynne, diretor da campanha trabalhista, em declarações à Sky News.

Para Corbyn, este manifesto, cuja edição final será conhecida nos próximos dias, "é uma proposta, e acreditamos que as políticas lá contidas são muito populares, uma proposta que irá transformar as vidas de muitas pessoas na nossa sociedade".

Uma sondagem da ComRes feita após a divulgação destas propostas, publicada no Daily Mirror, mostra um apoio generalizado, apesar de os níveis de popularidade de Jeremy Corbyn continuarem baixos. Assim, 52% dos inquiridos apoiam a renacionalização dos caminhos-de-ferro, 49 % diz o mesmo em relação ao mercado energético e 50% quer o serviço postal de volta ao Estado.

Em relação ao plano de banir os contratos zero-horas, este é apoiado por 71% dos britânicos, enquanto que o aumento de impostos a quem ganha acima das 80 mil libras (cerca de 94 mil euros) tem a aprovação de 65% dos eleitores. Mais de metade dos inquiridos (54%) está a favor da política de construir anualmente 100 mil habitações sociais.

Em termos gerais o Labour (30%) continua atrás dos conservadores (46%) nas intenções de voto, segundo uma sondagem da YouGov feita entre os dias 9 e 10 de maio.

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