Kerry no memorial de Hiroxima. G7 apela a mundo sem armas nucleares

Os chefes da diplomacia do G7, incluindo o americano, visitaram o museu do Memorial da Paz de Hiroxima, em homenagem às vítimas da bomba atómica lançada pelos EUA sobre a cidade japonesa.

Os chefes da diplomacia do G7 instaram hoje a "um mundo sem armas nucleares" na chamada "Declaração de Hiroxima", após a visita histórica do secretário de Estado norte-americano ao memorial da cidade japonesa símbolo da bomba atómica.

"Reafirmamos o nosso compromisso de procurar um mundo mais seguro para todos e de criar as condições para um mundo sem armas nucleares de forma a promover a estabilidade internacional", afirmaram os ministros dos Negócios Estrangeiros do G7, no final de uma reunião de dois dias, elencando, entre os desafios, "as repetidas provocações da Coreia do Norte".

"Esta tarefa tornou-se mais complexa com a deterioração do ambiente de segurança numa série de regiões, como a Síria e a Ucrânia e, em particular, pelas repetidas provocações da Coreia do Norte", concluíram.

Os ministros dos Negócios Estrangeiros do G7 (Reino Unido, Canadá, França, Alemanha, Japão, Itália e Estados Unidos) sublinharam ainda importância do encontro em Hiroxima, "71 anos depois da II Guerra Mundial, teatro de um horror sem precedentes no mundo".

"Ao longo dos anos tem havido uma redução significativa dos arsenais nucleares dos Estados dotados da arma nuclear", saudaram, apelando, porém, para uma maior "transparência".

Um pouco antes da Declaração de Hiroxima, os chefes de diplomacia do G7, incluindo o secretário de Estado norte-americano, John Kerry, visitaram o memorial do Parque da Paz de Hiroxima, em homenagem às vítimas da bomba atómica.

Tratou-se de uma visita histórica, dado que John Kerry é o mais alto responsável da administração dos Estados Unidos a homenagear as vítimas do bombardeamento atómico norte-americano.

Hiroxima foi devastada a 6 de agosto de 1945 por uma bomba atómica lançada por um avião norte-americano que provocou a morte imediata de aproximadamente de 80 mil pessoas, um número que aumentou até ao final de 1945, quando o balanço de vítimas se elevou para 140 mil, sem esquecer as muitas mortes nos anos seguintes causadas pela radiação.

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