Kagame reeleito para terceiro mandato de sete anos

Chegou ao poder depois do genocídio de 1994 e neste sábado voltou a ser escolhido pelos ruandeses para seu presidente

Paul Kagame foi reeleito para um terceiro mandato de sete anos como presidente do Ruanda, com cerca de 99% dos votos, segundo os resultados parciais divulgados pela comissão eleitoral do país.

No sábado, os ruandeses formaram longas filas para votarem nas presidenciais, às quais se candidataram, além de Kagame, Philippe Mpayimana e Frank Habineza. O primeiro é independente, o segundo é líder do Partido Verde Democrático do Ruanda. Em muitos locais de voto as pessoas já esperavam a abertura das urnas desde o início da madrugada.

A polícia montou um forte dispositivo de segurança na capital do Ruanda - Kigali - e os estabelecimentos comerciais estiveram encerrados durante o dia do voto.

De acordo com os dados da Comissão Eleitoral, 6,8 milhões de cidadãos estavam inscritos para exercer o direito de voto, mais de um milhão de votantes do que nas presidenciais de 2010, ano em que Kagame venceu as presidenciais com 93% dos votos.

De etnia tutsi, Kagame está no poder desde 1994 - ano em que se registou no Ruanda o pior genocídio desde a II Guerra Mundial. 800 mil pessoas morreram, na sua maioria de etnia tutsi. Eleito pela primeira vez em 2003, foi depois reeleito sete anos mais tarde. E agora de novo.

Durante as suas presidências, o Ruanda tem vivido sob o signo da prosperidade económica (PIB está a crescer ao ritmo de 6,8%) e social, alicerçado na estabilidade e na luta contra a corrupção.

"Depois de parar o genocídio, o presidente conseguiu restaurar a unidade. É o arquiteto da paz e da segurança no Ruanda", disse à Efe o vice-reitor da Universidade de Tecnologia e Estudos Empresariais de Kigali Tombola Gustave.

"O seu interesse pela educação fez aumentar o nível de alfabetização do Ruanda. Quase todas as crianças têm a possibilidade de frequentar a escola", afirmou, por seu lado, Faith Katarewka, diretora da Fountain Publishers, uma editora de livros escolares. Algumas ONG denunciam, porém, violações de direitos humanos no país.

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