Justiça brasileira pede prisão de médium acusado de abusar de centenas de mulheres

O homem, de 76 anos, é responsável por supostas "curas milagrosas" numa espécie de templo que fundou na cidade de Abadiania, em Goiás.

O Ministério Público do Estado brasileiro de Goiás pediu hoje a prisão preventiva do médium conhecido como João de Deus, suspeito de abusar sexualmente de centenas de mulheres durante tratamentos espirituais.

A medida foi tomada cinco dias depois de terem sido tornados públicos, no programa de entrevistas "Conversa com Bial", da rede de televisão brasileira Globo, alegados abusos sexuais praticados por aquele médium.

O pedido foi feito pelos dois procuradores que investigam estes supostos crimes.

Na tarde de hoje, João de Deus voltou ao centro espírita no qual pratica cultos de cura espiritual e declarou não ser culpado dos crimes relatados por pelo menos 200 mulheres, enquanto tentava abrir caminho para passar entre os muitos jornalistas que o esperavam, assim como pelos seus seguidores que, vestidos de branco, o esperavam.

João de Deus, de 76 anos, realiza cultos espirituais desde 1976, sendo responsável por supostas "curas milagrosas" numa espécie de templo que fundou na cidade de Abadiania, em Goiás, que se tornou ponto de peregrinação de milhares de pessoas todos os meses.

O médium diz ser um seguidor da doutrina espírita, fundada em meados do século XIX pelo francês Allan Kardec, e realiza "cirurgias psíquicas", nas quais supostamente usa apenas as mãos para curar doenças das pessoas que o procuram.

A reputação do médium ultrapassou largamente as fronteiras do Brasil, tendo, em 2012, recebido a visita da então apresentadora de televisão norte-americana Oprah Winfrey.

Os dois últimos Presidentes brasileiros, Lula da Silva e Dilma Rousseff, e o atual chefe de Estado, Michel Temer, também procuraram as consultas espirituais de João de Deus por questões de saúde.

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