Israel avisa: ataques fatais a militantes na Faixa de Gaza vão continuar

Israel vai prosseguir a sua política de perseguir militantes na Faixa de Gaza com ataques fatais, avisou o ministro das Relações Exteriores, poucas horas depois de um cessar-fogo.

Israel Katz disse à Rádio do Exército que o país pretende continuar a sua política de assassínios direcionados.

Um acordo de cessar-fogo entrou em vigor esta manhã na Faixa de Gaza, após dois dias de combates entre forças israelitas e o grupo extremista Jihad Islâmica que resultaram na morte de mais de 30 pessoas.

O acordo de cessar-fogo entrou em vigor às 05:30 (03:30 em Lisboa), na Faixa de Gaza, disse o porta-voz da Jihad Islâmica Musab al-Berim à agência de notícias Associated Press. A mesma informação foi prestada à agência de notícias France-Presse (AFP) por uma fonte egípcia ligada à mediação e por um alto funcionário da Jihad Islâmica.

Os combates começaram na terça-feira, depois de Israel ter matado um comandante do grupo.

O episódio desencadeou os combates mais intensos em Gaza, desde maio. A Jihad Islâmica disparou cerca de 400 granadas de morteiros contra Israel. Por sua vez, Israel respondeu com dezenas de ataques aéreos.

As autoridades palestinianas reportaram 32 mortes, entre estas a de uma criança de 7 anos e seis membros de uma só família.

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