Iraque. Três 'rockets' disparados contra aeroporto de Bagdad

Três 'rockets' foram disparados contra a zona do aeroporto de Bagdad, parado devido às medidas tomadas pelo Iraque para combater a propagação da pandemia do novo coronavírus, segundo os serviços de segurança.

Estes foram os primeiros tiros visando este setor desde o ataque norte-americano que matou em janeiro o poderoso general iraniano Qassem Suleimani e o iraquiano Abu Mehdi al-Muhandis, chefe adjunto do Hachd al-Chaabi, coligação de forças dominadas por paramilitares pró-Irão que foram integrados nas forças armadas.

Os disparos desta quarta-feira (6 de maio), cerca das 04:00 locais (02:00 em Lisboa), visaram "a sede das forças da luta antiterrorista, onde se encontram igualmente forças norte-americanas", disse à agência France-Presse uma fonte da polícia.

O ataque não causou feridos nem danos, precisaram os serviços de segurança num comunicado.

Estes serviços indicaram ter encontrado em Bakriya, uma zona a oeste de Bagdad a cerca de sete quilómetros do setor atingido, o lança-'rockets' utilizado para os disparos, equipado com um temporizador. Não referem, no entanto, quem poderá ser responsável pelos tiros.

A tensão entre o Irão e os Estados Unidos, dois grandes aliados de Bagdad, baixou no território iraquiano no último mês, com a suspensão dos ataques visando alvos norte-americanos e de ações de retaliação.

Mas esta pausa, em plena pandemia da covid-19, permite aos inimigos prepararem-se para a batalha, alertam especialistas e diplomatas.

Segundo uma fonte iraquiana, Washington terá um plano para uma centena de ataques simultâneos contra fações armadas iraquianas, visando em particular as Brigadas Hezbollah, acusadas pelos Estados Unidos de terem como alvo forças norte-americanas e da coligação internacional que dirige.

No outro campo, grupúsculos que se reivindicam do eixo iraniano apelaram ao assassínio de norte-americanos.

As autoridades iraquianas encontram-se numa posição delicada face à coligação: continuam a realizar operações com as suas tropas contra os 'jihadistas', mas o parlamento pediu a expulsão do país dos militares estrangeiros, que incluem 5.200 norte-americanos.

A pandemia levou 2.500 formadores da coligação internacional, de várias nacionalidades, a deixaram o Iraque sem data para regresso.

Os restantes militares, quase todos norte-americanos, reagruparam num número restrito de bases. Duas delas estão protegidas com baterias antiaéreas Patriot enviadas por Washington.

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