Iraque anuncia ataque contra último bastião do grupo Estado Islâmico no país

"Os membros da EI só podem morrer ou render-se", anunciou o primeiro ministro iraquiano, Haider al-Abadi

O primeiro-ministro iraquiano, Haider al-Abadi, anunciou esta quinta-feira o início do ataque contra o último bastião do grupo extremista Estado Islâmico (EI) no país, ao longo da fronteira com a Síria em guerra.

Em 2014, o EI tomou o controlo de quase um terço do Iraque, ao conquistar vastas áreas a norte e a oeste da capital iraquiana, Bagdade.

"As legiões heroicas dirigem-se para o último bastião do terrorismo no Iraque para libertar Al-Qaim, Rawa e localidades próximas no oeste de Al-Anbar", anunciou Al-Abadi.

"Os membros da EI só podem morrer ou render-se", advertiu.

Desde então, as forças iraquianas, apoiadas por uma coligação militar internacional liderada pelos Estados Unidos, têm conseguido gradualmente reconquistar grande parte dos territórios.

O território do "califado", proclamado em junho de 2014 em partes do Iraque e da Síria, passou de cerca de 90 mil quilómetros quadrados em janeiro de 2015 para 36.200 quilómetros quadrados em junho de 2017, segundo um estudo, divulgado em julho, do centro de análise IHS Markit, publicado em Londres.

Entretanto, as tropas governamentais e paramilitares expulsaram o grupo extremista de mais de 90% do território iraquiano, reduzindo a presença do EI às localidades de Al-Qaim e de Rawa e respetivos arredores no deserto, na província ocidental de Al-Anbar.

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