Investigado voo que levou sete passageiros extra de pé no corredor

Passageiros que viajaram de pé terão dado à tripulação cartões de embarque escritos à mão

O voo PK 743 da Pakistan International Airlines que saiu de de Karachi, Paquistão, com destino a Medina, na Arábia Saudita, no passado dia 20 de janeiro, está sob investigação. Segundo a imprensa local, o avião, um Boeing 777 que deveria transportar no máximo 409 passageiros, levava 416, sendo que os sete que iam a mais estiveram de pé no corredor durante todo o voo e terão dado cartões de embarque escritos à mão a alguns membros da tripulação para entrarem no avião.

A lista oficial de passageiros não faz menção aos sete que voaram a mais, numa transgressão clara das regras de segurança da aviação: os passageiros sem assentos não teriam máscara de oxigénio em caso de necessidade e poderiam ter sido obstáculo se houvesse necessidade de evacuar a aeronave.

O comandante do voo, Anwar Adil, disse ao jornal paquistanês Dawn, citado pelo The Guardian, que só se apercebeu de que estavam sete pessoas a mais no avião já depois de descolar e que, naquela altura, era demasiado tarde para voltar atrás, uma vez que seria obrigado a largar combustível para conseguir aterrar em segurança e o desperdício "não era do interesse da companhia".

O porta-voz da companhia disse à BBC que já foi iniciada uma investigação interna para apurar quem autorizou a entrada dos sete passageiros no avião. A Pakistan International Airlines, que em tempos foi símbolo do progresso paquistanês e é a maior companhia aérea do Paquistão, encontra-se hoje com graves problemas de liquidez financeira, tendo o parlamento bloqueado no ano passado uma tentativa do primeiro-ministro paquistanês, Nawaz Sharif, para privatizar a companhia.

Em dezembro de 2016, um voo da Pakistan International Airlines com destino a Islamabad despenhou-se perto de Abbottabad, no Paquistão, tendo morrido todas as 48 pessoas a bordo.

Exclusivos