Cuba nega presença militar na Venezuela para proteger Maduro

"As acusações do Presidente dos EUA de que Cuba tem um exército particular na Venezuela são desprezíveis. Peço que apresente provas", afirmou o ministro Bruno Rodriguez

O ministro dos Negócios Estrangeiros cubano, Bruno Rodriguez, rejeitou esta terça-feira que Cuba tenha militares na Venezuela para proteger o chefe de Estado Nicolás Maduro, considerando as declarações do Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, como "desprezíveis".

"As acusações do Presidente dos EUA de que Cuba tem um exército particular na Venezuela são desprezíveis. Peço que apresente provas", desafiou Bruno Rodriguez, em conferência de imprensa.

O ministro dos Negócios Estrangeiros defendeu que o Governo de Cuba rejeita "essa calúnia nos termos mais fortes e categóricos".

A crise política na Venezuela agravou-se em 23 de janeiro, quando o líder da Assembleia Nacional, Juan Guaidó, se autoproclamou Presidente da República interino e declarou que assumia os poderes executivos de Nicolás Maduro.

Guaidó, 35 anos, contou de imediato com o apoio dos Estados Unidos e prometeu formar um governo de transição e organizar eleições livres.

Nicolás Maduro, 56 anos, no poder desde 2013, recusou o desafio de Guaidó e denunciou a iniciativa do presidente do parlamento como uma tentativa de golpe de Estado liderada pelos Estados Unidos.

A maioria dos países da União Europeia, entre os quais Portugal, reconheceram Guaidó como Presidente interino encarregado de organizar eleições livres e transparentes.

A repressão dos protestos antigovernamentais desde 23 de janeiro provocou já 40 mortos, de acordo com várias organizações não-governamentais.

Esta crise política soma-se a uma grave crise económica e social que levou 2,3 milhões de pessoas a fugirem do país desde 2015, segundo dados das Nações Unidas.

Na Venezuela residem cerca de 300.000 portugueses ou lusodescendentes.

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