Trump anuncia derrota do Estado Islâmico e retirada de tropas da Síria

Com o fim da campanha militar americana para retomar todos os territórios nas mãos do Estado Islâmico, já anunciada pelo presidente americano, medida vai mesmo avançar, segundo fontes governamentais

O presidente dos Estados Unidos vai avançar em breve com a retirada total das tropas norte-americanas da Síria. Donald Trump publicou um twitt afirmando que as tropas americanas derrotaram o ISIS (o auto-denominado Estado Islâmico), e que deixa de haver motivos para manter a força militar naquele país.

No Twitter, Trump diz explicitamente que derrotar o ISIS era "a sua única razão" para manter a sua força, que ascende a mais de dois mil militares.

A decisão confirma o que Trump já tinha anunciado em abril. "Quero sair. Quero trazer as nossas tropas de volta para casa. Quero começar a reconstruir a nossa nação. A nossa principal missão era livrar o Mundo do Estado Islâmico [ISIS, na sigla de língua inglesa] ", disse na altura. "Quase concluímos essa tarefa e tomaremos uma decisão muito rapidamente, em coordenação com os outros, sobre o que faremos", sublinhou ainda Trump durante uma entrevista coletiva na Casa Branca, ao lado de líderes dos países bálticos.

Os EUA têm mais de 2000 militares no leste da Síria que trabalham com milícias locais para enfrentar o grupo extremista. Uma operação dispendiosa. Segundo o presidente americano os EUA gastaram 7 triliões de dólares (6,1 biliões de euros) no Oriente Médio.

Há dias o ministro das Relações Exteriores da Turquia, Mevlut Cavusoglu, tinha avisado que isso iria acontecer. "O presidente dos EUA Donald Trump planeia retirar [as tropas] da Síria", disse Mevlut Cavusoglu.

Os EUA lideram uma coligação com mais de 70 países que opera na Síria e no Iraque contra os grupos terroristas. Os ataques da coalizão na Síria não são autorizados pelo governo do presidente sírio Bashar Assad ou pelo Conselho de Segurança da ONU.

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'Motu proprio' anti-abusos

1. Muitas vezes me tenho referido aqui, e não só aqui, à tragédia da pedofilia na Igreja. Foram milhares de menores e adultos vulneráveis que foram abusados. Mesmo sabendo que o número de pedófilos é muito superior na família e noutras instituições, a gravidade da situação na Igreja é mais dramática. Por várias razões: as pessoas confiavam na Igreja quase sem condições, o que significa que houve uma traição a essa confiança, e o clero e os religiosos têm responsabilidades especiais. O mais execrável: abusou-se e, a seguir, ameaçou-se as crianças para que mantivessem silêncio, pois, de outro modo, cometiam pecado e até poderiam ir para o inferno. Isto é monstruoso, o cume da perversão. E houve bispos, superiores maiores, cardeais, que encobriram, pois preferiram salvaguardar a instituição Igreja, quando a sua obrigação é proteger as pessoas, mais ainda quando as vítimas são crianças. O Papa Francisco chamou a esta situação "abusos sexuais, de poder e de consciência". Também diz, com razão, que a base é o "clericalismo", julgar-se numa situação de superioridade sagrada e, por isso, intocável. Neste abismo, onde é que está a superioridade do exemplo, a única que é legítimo reclamar?