Trump sai de reunião com democratas. "Total perda de tempo"

O presidente americano abandonou as negociações com os congressistas democratas, que classificou de "total perda de tempo", depois de estes se terem recusado a ajudar a financiar um muro na fronteira com o México.

"Acabei de sair de uma reunião com Chuck e Nancy, uma total perda de tempo", twittou Trump, referindo-se ao líder da minoria do Senado Chuck Schumer (Nova Iorque) e presidente da Câmara Nancy Pelosi (Califórnia). "Perguntei o que vai acontecer em 30 dias se eu desbloquear as contas rapidamente, você vai aprovar a Segurança de Fronteira, que inclui um muro ou barreiras de aço? Nancy disse NÃO. Eu disse tchau, nada funciona!", escreveu o Donald Trump.

Após a reunião, Schumer e Pelosi criticaram Trump, a quem acusaram de ter uma "birra" por não conseguir o que quer. Mas o vice-presidente Mike Pence disse aos jornalistas que fazem a cobertura da Casa Branca, após a reunião, que há desapontamento entre os funcionários federais porque os "democratas não estão dispostos a comprometerem-se em negociações de boa-fé" para aprovarem o Orçamento do Estado. Sem acordo, os cerca de 800 mil funcionários não receberão o seu primeiro salário.

O governo dos EUA está parado há 18 dias, depois dos senadores democratas se terem recusado a apoiar um projeto de lei da maioria republicana que destinaria 5,7 mil milhões de dólares para a construção do muro na fronteira com o México, que consideraram "imoral".

"Isso é uma crise ... é uma crise humanitária, é uma crise de segurança", disse Kirstjen Nielsen, secretária de Segurança Interna. E, antes da reunião, Trump disse que estava disposto a declarar emergência nacional se as negociações com os democratas falhassem.

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'Motu proprio' anti-abusos

1. Muitas vezes me tenho referido aqui, e não só aqui, à tragédia da pedofilia na Igreja. Foram milhares de menores e adultos vulneráveis que foram abusados. Mesmo sabendo que o número de pedófilos é muito superior na família e noutras instituições, a gravidade da situação na Igreja é mais dramática. Por várias razões: as pessoas confiavam na Igreja quase sem condições, o que significa que houve uma traição a essa confiança, e o clero e os religiosos têm responsabilidades especiais. O mais execrável: abusou-se e, a seguir, ameaçou-se as crianças para que mantivessem silêncio, pois, de outro modo, cometiam pecado e até poderiam ir para o inferno. Isto é monstruoso, o cume da perversão. E houve bispos, superiores maiores, cardeais, que encobriram, pois preferiram salvaguardar a instituição Igreja, quando a sua obrigação é proteger as pessoas, mais ainda quando as vítimas são crianças. O Papa Francisco chamou a esta situação "abusos sexuais, de poder e de consciência". Também diz, com razão, que a base é o "clericalismo", julgar-se numa situação de superioridade sagrada e, por isso, intocável. Neste abismo, onde é que está a superioridade do exemplo, a única que é legítimo reclamar?