Trump propõe maior controlo das armas, mas ligado à reforma da imigração

Presidente norte-americano foi criticado por fomentar as divisões raciais no país, com os democratas a dizer que tem indiretamente culpa pelos recentes tiroteios.Trump aponta o dedo aos media.

O presidente norte-americano, Donald Trump, pediu aos congressistas republicanos e democratas que legislem para exigir uma verificação de antecedentes mais profunda a quem queira comprar armas de fogo, mas sugere que este maior controlo deve estar ligado à reforma da imigração.

"Não podemos deixar que os que morreram em El Paso, no Texas, e Dayton, no Ohio, morram em vão. Da mesma forma para os gravemente feridos. Nunca os poderemos esquecer e a todos os que vieram antes deles. Os republicanos e os democratas têm que se unir para termos uma mais forte verificação de antecedentes, talvez casando esta legislação com a tão necessária reforma da imigração. Temos que ter algo bom, se não ótimo, a sair destes dois eventos trágicos!", escreveu o presidente em duas mensagens no Twitter.

Dois tiroteios neste fim de semana resultaram na morte de 29 pessoas. No sábado, um atirador matou 20 pessoas num Walmart em El Paso, num ataque motivado por questões raciais. Treze horas depois, outro atirador matou nove pessoas em Dayton, acabando por ser morto pela polícia. Houve ainda dezenas de feridos em ambos os ataques.

O presidente, que os democratas acusaram de fomentar as divisões raciais no país, deverá falar deste tema às 10.00 locais (15.00 em Lisboa), a partir da Casa Branca. Nos primeiros comentários públicos após o tiroteio, alegou que "o ódio não tem lugar" nos EUA e que ia "tratar disso".

O presidente acusou ainda os media de serem responsáveis. "Os media têm uma grande responsabilidade para a vida e segurança no nosso país. As Fake News contribuíram enormemente para o ódio e a raiva que se tem vindo a acumular ao longo de muitos anos. A cobertura de notícias tem que começar a ser justa, equilibrada e imparcial, ou estes problemas terríveis só vão piorar!", escreveu Trump.

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