Trump diz que UE, China e Rússia são inimigos dos Estados Unidos

O Presidente norte-americano, Donald Trump, afirmou, em declarações à CBS, que a União Europeia, a Rússia e a China são inimigos dos Estados Unidos.

"Eu penso que temos muitos inimigos. Acho que a União Europeia é um inimigo, tendo em conta o que eles fizeram connosco no que respeita ao comércio. A Rússia é um inimigo em vários aspetos e a China é um inimigo económico", disse Donald Trump.

Referindo-se ainda à China, Trump explicou que o facto de o país ser um inimigo económico dos Estados Unidos não significa que sejam "maus", mas sim "competitivos".

Donald Trump vai participar, esta segunda-feira, numa cimeira com o Presidente Russo, Vladimir Putin, que irá decorrer em Helsínquia, na Finlândia.

O Presidente dos Estados Unidos da América, garantiu hoje não partir com grandes expectativas para o encontro com o homólogo russo.

"Não vou [para a cimeira] com altas expectativas", disse hoje Donald Trump, durante uma entrevista à CBS News.

O Presidente norte-americano referiu ainda que "não tinha pensado" pedir a Putin a extradição dos 12 militares russos acusados, por Washington, pelos crimes de pirataria e furto de informação dos servidores dos membros da campanha de Hillary Clinton, durante as presidenciais de 2016.

Donald Trump garantiu, no entanto, que o assunto será "certamente" abordado.

"Nada de mau sairá do encontro e, talvez, algo de bom possa surgir", concluiu.

Cerca de 2.000 pessoas manifestaram-se contra Trump e Putin em Helsínquia

Cerca de 2.000 pessoas manifestaram-se hoje na capital finlandesa contra as políticas de Putin e Trump, que, na segunda-feira, se encontram em Helsínquia para a terceira cimeira entre os chefes de Estado da Rússia e dos Estados Unidos.

A manifestação percorreu o centro de Helsínquia em protesto contra as políticas de imigração da Administração de Donald Trump e a intenção do Presidente dos Estados Unidos construir um muro na fronteira com o México e contra a homofobia impulsionada pelo Kremlin, a falta de liberdade e a detenção de ativistas na Rússia.

O lema da manifestação foi "Seremos novamente grandes nos direitos humanos", em alusão ao 'slogan' de Donald Trump desde que chegou à Casa Branca, há um ano e meio.

O protesto contra os líderes das duas grandes potências nucleares reuniu ativistas da Amnistia Internacional, ecologistas, anarquistas e membros do movimento LGBT (lésbicas, homossexuais, bissexuais e transexuais).

Também a comunidade ucraniana que vive em Helsínquia protestou contra o facto de a Rússia continuar a ocupar a Crimeia.

"Que Putin faça tudo o que queira no seu próprio país é uma coisa, mas invadir outros países para lhes roubar territórios não está nada bem", disse à agência Efe o ucraniano Víctor Ivanov, que marchou acompanhado da sua mulher envolto numa bandeira da Ucrânia.

Oki, um finlandês que se expressa em russo, percorreu 250 quilómetros desde a cidade de Pori, no noroeste da Finlândia, para manifestar-se no centro de Helsínquia com um grande cartaz com os dizeres "Deportemos o racismo".

"Queremos que Putin e Trump deixem de estimular guerras em todo o mundo"

A poucos metros, Helena, finlandesa que trabalha numa instituição da ONU em Genebra, exibia um cartaz que exigia a liberdade para o cineasta ucraniano Oleg Sentsov, que cumpre uma pena de 20 anos de prisão na Rússia, por delitos de terrorismo, e que se encontra em greve de fome há dois meses.

"A situação da liberdade de imprensa na Rússia é realmente deplorável. Falar com liberdade e trabalhar para os direitos humanos é muito problemático na Rússia", afirmou Helena.

A política migratória de Trump, que desde abril provocou a separação de cerca de 3.000 crianças indocumentadas das suas famílias, na fronteira com o México, foi outro dos temas que motivou o protesto.

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