Surto de sarampo nas Filipinas sobe para 8400 casos e 130 mortos

O país sofreu uma queda acentuada na taxa de vacinação, em parte causada pelo escândalo da Dengvaxia, uma vacina contra a dengue que foi administrada nas escolas entre 2016 e 2017 e está ligada à morte de várias crianças no país

O surto de sarampo continua a agravar-se nas Filipinas, com 8.443 casos confirmados desde o início do ano e 136 mortes causadas pela doença, na maioria crianças menores de cinco anos, indicaram hoje as autoridades. De acordo com os últimos dados do Departamento da Saúde, mais de 80% das vítimas são crianças não vacinadas.

A situação é especialmente grave na área metropolitana de Manila, uma capital densamente povoada com 13 milhões de habitantes, onde as infeções por sarampo cresceram 1.000% em comparação com o mesmo período do ano passado.

O país sofreu uma queda acentuada na taxa de vacinação, em parte causada pelo escândalo da Dengvaxia, uma vacina contra a dengue que foi administrada nas escolas entre 2016 e 2017 e está ligada à morte de várias crianças no país.

Com o objetivo de conter o surto até abril, as autoridades sanitárias lançaram na semana passada uma vasta campanha de imunização em Manila, onde cerca de 130 mil crianças já foram vacinadas, de um total estimado de 450 mil que precisam de vacinação.

Em todo o país, estima-se que 2,6 milhões de crianças não estejam devidamente imunizadas devido à perda de confiança nas vacinas, pelo que a campanha também será levada para outras províncias."Pouco a pouco, a fé nas vacinas irá retomar. A única resposta ao surto é a imunização", disse na segunda-feira à imprensa o secretário da Saúde, Francisco Duque.

Numa declaração emitida na semana passada, também o Presidente filipino pediu às famílias para vacinarem rapidamente os filhos e assim evitarem a propagação da doença.

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