Sánchez ganha, mas precisa de Iglesias e dos independentistas para formar governo

Sondagem GAD3, para o jornal ABC, a direita consegue mais votos a nível nacional, mas a divisão entre PP, Ciudadanos e Vox impede uma maioria.

A um mês das eleições em Espanha, os socialistas de Pedro Sánchez continuam a ser os favoritos à vitória, mas continuam dependentes de uma aliança com o Unidos Podemos e dos independentistas para formar governo. A esquerda beneficia da fragmentação do campo da direita que não consegue uma maioria suficiente para assumir o poder, segundo a sondagem GAD3, para o jornal ABC.

De acordo com o segundo barómetro do mês de março, o PSOE teria 30,9% dos votos, que se traduziriam em 131 a 134 deputados. Em segundo lugar surge o PP de Pablo Casado, com 21,9% das intenções de votos e 94 a 99 membros no Congresso. O Ciudadanos de Albert Rivera é terceiro com 13,1% (37 a 38 deputados). O Unidos Podemos de Pablo Iglesias tem 11,3% e conquistaria 27 lugares, enquanto a extrema-direita do VOX de Santiago Abascal teria mais votos em percentagem 11,5%, mas pode ter menos deputados (24 a 27).

Seguem-se os independentistas catalães da Esquerda Republicana da Catalunha (com 2,6% e 12 lugares), o Junts per Catalunya (que junta Partido Democrata Europeu Catalão e Convergência Democrática da Catalunha) e consegue 1,5% e seis deputados. O Partido Nacionalista Basco (PNV) terá 1,2% e seis lugares, enquanto os 0,7% do Bildu se traduzem em dois deputados e os 0,5% do Compromís garantem um representante no Congresso.

Com estes números, Sánchez volta a estar dependente do Unidos Podemos e dos independentistas para voltar à Moncloa -- tendo os independentistas catalães sido aqueles que obrigaram a antecipar as eleições para 28 de abril. A direita, numa repetição da coligação que governa a Andaluzia (PP e Ciudadanos, com o aval do VOX), fica aquém dos 176 deputados necessários para ter a maioria no Congresso dos Deputados. Apesar de ter mais percentagem de votos.

Segundo o ABC, a divisão do voto entre PP, Ciudadanos e VOX está a prejudicar o campo da direita. "Os eleitores do centro direita têm mais oferta do que nunca e isso faz com que o seu voto se disperse, o que faz perder força. Além disso, aumenta o nível de indecisos neste setor do eleitoral que, em grande parte, só se decidirá por uma das três opções na reta final da campanha", escreve o jornal. Segundo a sondagem, a direita seria a mais votada em 36 províncias se fosse a votos unida. Sem isso, o PP só vence em oito.

A sondagem, através de 7500 entrevistas, foi efetuada entre 1 e 22 de março, sendo a margem de erro de 1,1%.

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