Mosaico de Miró transforma-se em memorial às vítimas de Barcelona

O local onde terminou o atentado converteu-se num memorial em homenagem às vítimas, com velas, peluches, flores e dezenas de pessoas em redor
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O mosaico de Joan Miró, onde na quinta-feira terminou o atentado que matou 13 pessoas em Barcelona - e mais um em Cambrils converteu-se esta sexta-feira num memorial em homenagem às vítimas, com velas, peluches e flores e dezenas de pessoas em seu redor.

"Não tereis o meu ódio" é uma das mensagens deixadas hoje aos terroristas no preciso local onde a furgoneta que percorreu metade da Rambla acabou por se imobilizar, depois de atropelar mortalmente 13 pessoas e de deixar quase 100 pessoas feridas.

Rodeado por dezenas de jornalistas, turistas e residentes, o memorial começou a surgir ao início da manhã e pelas 11:00 locais já ocupava uma área considerável.

Com lágrimas nos olhos, uma turista italiana colocava um urso de peluche no meio de dezenas de velas, outros peluches e bandeiras de Espanha.

"Estas coisas não devem acontecer. Uma criança não deve morrer assim, ninguém deve morrer assim", dizia à Lusa, emocionada.

As brasileiras Sílvia e Márcia, de São Paulo, regressaram hoje a Barcelona num cruzeiro e fizeram questão de passar no centro das Ramblas a caminho do hotel, ainda a arrastar as grandes malas, para fazer uma oração junto ao memorial.

A meio da manhã, um catalão que se diz "cidadão do mundo" cantou o 'Imagine' de John Lennon, e terminou com acusações a Aznar, Blair e Bush e gritos de "assassinos".

"Tocou-me pessoalmente. É terrível onde quer que seja, mas onde viver é pior", afirmou Francesc Muñoz.

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