Putin diz que suspeitos de envenenar ex-espião são civis e inocentes

Presidente russo diz conhecer a identidade dos dois homens identificados pelo Reino Unido como alegados autores do ataque ao ex-espião Sergei Skripal

O Presidente da Rússia garantiu nesta quarta-feira que as autoridades do seu país já sabem "quem são" e que "já encontraram" os dois homens acusados pelo Reino Unido de serem os autores do ataque ao ex-espião Sergey Skripal e à filha, em solo britânico, em março do ano passado. E, de acordo com Vladimir Putin, a história apresentada pelos britânicos está mal contada: "Espero que eles próprios se apresentem e contem tudo. Isso seria o melhor para todos, afirmou. "Não existe nada de especial, nada de criminoso ali, posso garantir-lhes. Como poderemos ver no futuro próximo".

Na semana passada, em mais um episódio de um caso que tem afetado a relação entre os dois países, o Reino Unido nomeou Alexander Petrov e Ruslan Boshirov como os dois agentes dos serviços secretos russos (a GRU) que acusa de terem envenenado Sergey Skripal e a sua filha Yulia na cidade britânica de Salisbury, em março de 2018, recorrendo ao sofisticado agente nervoso novitchok.Skipral, de 66 anos, e Yulia, de 33, foram hospitalizados em estado grave, na sequência do alegado ataque, mas sobreviveram, estando desde então sob proteção das autoridades britânicas.

Alvo do ataque seria agente duplo

O incidente gerou fortes protestos do Reino Unido, que expulsou dezenas de diplomatas russos, medida entretanto correspondida por aquele país. Várias outras potências ocidentais, incluindo os Estados Unidos, acompanharam a condenação de Moscovo, que continua a negar qualquer responsabilidade no sucedido.

Skipral é um antigo expião russo que, na década de 1990, começou a trabalhar como agente duplo, fornecendo informações aos serviços secretos britânicos. Segundo foi noticiado, continuaria a reunir com o MI6, e esse é um dos motivos apontados para a alegada tentativa de assassinato.

Ler mais

Exclusivos

Premium

Opinião

Os irados e o PAN

A TVI fez uma reportagem sobre um grupo de nome IRA, Intervenção e Resgate Animal. Retirados alguns erros na peça, como, por exemplo, tomar por sério um vídeo claramente satírico, mostra-se que estamos perante uma organização de justiceiros. Basta, aliás, ir à página deste grupo - que tem 136 000 seguidores - no Facebook para ter a confirmação inequívoca de que é um grupo de gente que despreza a lei e as instituições democráticas e que decidiu fazer aquilo que acha que é justiça pelas suas próprias mãos.

Premium

Margarida Balseiro Lopes

Falta (transparência) de financiamento na ciência

No início de 2018 foi apresentado em Portugal um relatório da OCDE sobre Ensino Superior e a Ciência. No diagnóstico feito à situação portuguesa conclui-se que é imperativa a necessidade de reformar e reorganizar a Fundação para a Ciência e a Tecnologia (FCT), de aumentar a sua capacidade de gestão estratégica e de afastar o risco de captura de financiamento por áreas ou grupos. Quase um ano depois, relativamente a estas medidas que se impunham, o governo nada fez.