Procurador geral fala em "graves irregularidades" na prisão em que Epstein morreu

William Barr afirmou estar "francamente irritado" com o facto os serviços prisionais não terem vigiado o magnata de forma eficaz.

O Procurador Geral dos EUA, William Barr, disse esta segunda-feira que foi informado de "graves irregularidades" na prisão federal onde o milionário Jeffrey Epstein, acusado de abuso sexual e tráfico de raparigas menores, foi encontrado morto no sábado.

Barr disse-se "consternado" e "francamente irritado" com as informações que dão conta que a prisão de Manhattan (Nova Iorque) falhou na obrigação de "garantir a segurança adequada" do detido.

Fontes citadas por vários 'media' norte-americanos afirmam que, apesar de uma alegada tentativa de suicídio há duas semanas, quando foi encontrado semi-inconsciente e com escoriações no pescoço, Epstein estava sozinho numa cela e que as rondas não foram realizadas com a regularidade devida (30 em 30 minutos).

Após a alegada tentativa de suicídio em julho, Epstein foi colocado num regime de vigilância mais apertada, mas este foi levantado no final do mês, a pedido dos advogados do milionário.

As fontes asseguram que os guardas de serviço na noite em que Epstein morreu estavam a cumprir horas extraordinárias em turnos consecutivos para colmatar faltas de pessoal e que a unidade em causa tinha apenas um guarda a trabalhar horas extra há cinco dias consecutivos e um outro em horário normal.

Epstein, 66 anos, foi encontrado morto na cela no sábado de manhã, no que as autoridades prisionais admitem ter sido suicídio. Hoje foi realizada uma autópsia, cujo resultado não foi ainda divulgado.

William Barr, que falava numa conferência em Nova Orleães, disse que a polícia federal (FBI) e o Departamento de Justiça estão a investigar a morte de Epstein.

O procurador advertiu por outro lado que a morte de Epstein não põe fim ao processo judicial sobre abuso sexual e tráfico de menores e que quem possa ter sido cúmplice do milionário "não deve ficar descansado".

Epstein, próximo de políticos, empresários e celebridades, estava na prisão a aguardar julgamento.

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