Elefantes em risco devido a procura chinesa pela pele destes animais

Grupo 'Família Elefante' diz que a pele do elefante é moída em pó e vendida na China

Um grupo ambientalista britânico diz que a procura chinesa por produtos feitos de pele de elefante está a aumentar a caça furtiva e representa uma ameaça para estes animais ainda maior do que o comércio de marfim.

O grupo 'Família Elefante' diz que a ameaça atualmente é maior em Myanmar (antiga Birmânia), mas adverte que o elefante asiático pode extinguir-se em metade das áreas em que se encontra, caso o problema se agrave.

Fonte da organização sem fins lucrativos diz que a ameaça excede a do comércio de marfim porque os caçadores furtivos estão a atacar qualquer elefante, e não apenas os que têm presas.

Os autores do relatório dizem que a sua análise mostra que a pele do elefante é moída em pó e vendida na China como uma cura para doenças do estômago, além de ser moldada em contas para colares, pulseiras e pingentes.

Ler mais

Exclusivos

Premium

Henrique Burnay

Discretamente, sem ninguém ver

Enquanto nos Estados Unidos se discute se o candidato a juiz do Supremo Tribunal de Justiça americano tentou, ou não, há 36 anos abusar, ou mesmo violar, uma colega (quando tinham 17 e 15 anos), para além de tudo o que Kavanauhg pensa, pensou, já disse ou escreveu sobre o que quer que seja, em Portugal ninguém desconfia quem seja, o que pensa ou o que pretende fazer a senhora nomeada procuradora-geral da República, na noite de quinta-feira passada. Enquanto lá se esmiúça, por cá elogia-se (quem elogia) que o primeiro-ministro e o Presidente da República tenham muito discretamente combinado entre si e apanhado toda a gente de surpresa. Aliás, o apanhar toda a gente de surpresa deu, até, direito a que se recordasse como havia aqui genialidade tática. E os jornais que garantiram ter boas fontes a informar que ia ser outra coisa pedem desculpa mas não dizem se enganaram ou foram enganados. A diferença entre lá e cá é monumental.

Premium

Ruy Castro

À falta do Nobel, o Ig Nobel

Uma das frustrações brasileiras históricas é a de que, até hoje, o Brasil não ganhou um Prémio Nobel. Não por falta de quem o merecesse - se fizesse direitinho o seu dever de casa, a Academia Sueca, que distribui o prémio desde 1901, teria descoberto qualidades no nosso Alberto Santos-Dumont, que foi o verdadeiro inventor do avião, em João Guimarães Rosa, autor do romance Grande Sertão: Veredas, escrito num misto de português e sânscrito arcaico, e, naturalmente, no querido Garrincha, nem que tivessem de providenciar uma categoria especial para ele.