Primeira-ministra da Nova Zelândia pede desculpa a pais de britânica assassinada

"A vossa filha deveria estar em segurança aqui", disse a primeira-ministra Jacinda Ardern, no dia em que o homem acusado de matar Grace Millane compareceu pela primeira vez em tribunal

A primeira-ministra na Nova Zelândia, Jacinda Ardern, assumiu hoje a "vergonha coletiva" sentida pelo povo do seu país devido ao assassinato da cidadã britânica Grace Millane, pedindo publicamente desculpas aos pais da vítima: "A vossa filha deveria ter estado em segurança aqui e não esteve", assumiu.

Depois de se ter diplomado, Grace Millane estava na segunda metade de uma volta ao mundo no seu ano sabático, tendo passado pelo Peru antes de chegar à Nova Zelândia. Dada como desaparecida desde o dia 1 de dezembro, véspera do seu 22.º aniversário, altura em que foi vista a entrar num hotel de Auckland acompanhada por um homem, foi encontrada na semana passada numa zona de mato dos arredores da capital.

O suspeito - que ainda não pode ser identificado por questões processuais - foi ontem presente a tribunal em Auckland, tendo sido vaiado por populares.

A Nova Zelândia orgulha-se de ser um país seguro, contando com menos de 50 homicídios por ano numa população de 4,5 milhões, e as autoridades temem que este caso possa afetar a sua imagem internacional. Desde a confirmação do homicídio têm-se multiplicado as homenagens por populares à britânica assassinada.

Para já não existe ainda uma versão oficial em relação ao que terá sucedido. Rumores de que Grace Millane terá combinado encontrar-se com um estranho através de um site de encontros não foram confirmados pelas autoridades.

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