Os jovens tailandeses foram encontrados "pelo cheiro"

Mergulhador britânico que participou nas operações de resgate revela novos dados sobre a operação

Enquanto os 12 jovens da equipa de futebol Wild Boars e o treinador recuperam, vão surgindo novos dados sobre o resgate na gruta do norte da Tailândia. Agora, sabe-se que foi através do cheiro que os mergulhadores encontraram os jovens.

"Tem sido dito por alguns membros da imprensa que foi sorte, mas eu diria que não é o caso", disse John Volanthen, em entrevista à BBC Points West. De acordo o mergulhador de Bristol, que participou na operação, existem vários procedimentos a seguir nestas situações: quando o mergulhador percebe que tem espaço, coloca a cabeça fora de água, grita e sente o cheiro do ambiente. "E, neste caso, nós realmente cheiramos as crianças antes as vermos ou encontrarmos", contou à BBC.

John, um dos mergulhadores estrangeiros contratado para o resgate das crianças e do treinador de futebol que ficaram presos numa gruta durante mais de duas semanas, falou sobre o momento em que os encontraram pela primeira vez.

Quando chegaram perto do grupo, os mergulhadores perguntaram de imediato quantos eram: 13. Naquele momento, a equipa não tinha comida para dar ao grupo. "Apenas luz". A preocupação, recordou, era perceber se estava tudo bem. "Algumas crianças eram muito pequenas", sublinhou John Volanthen.

Questionado sobre as imagens onde algumas crianças surgem a sorrir, o mergulhador explicou que os rapazes ficaram realmente muito felizes quando foram encontrados.

Sobre as principais dificuldades que atravessaram na operação, referiu os problemas de visibilidade, os detritos, cabos elétricos e bombas de água na gruta.

Recorde-se que a operação de resgate, que envolveu centenas de pessoas, incluindo mergulhadores, foi concluída na terça-feira, quando saíram as últimas quatro crianças e o treinador, sendo que as restantes já tinham sido resgatadas no domingo e na segunda-feira.

O grupo tinha ido explorar a área depois de um jogo de futebol, no dia 23 de junho, e foi surpreendido pelas inundações resultantes das monções, que lhes bloquearam a saída, impedido que as equipas de resgate os encontrassem durante nove dias. Para aceder ao local, só via mergulho através de túneis escuros e estreitos, cheios de água turva e correntes fortes.

Os jovens ficaram presos a cerca de quatro quilómetros da entrada da gruta, num complexo de túneis com zonas muito estreitas e alagadas pelas chuvas da monção que afetam a zona. Grande parte do percurso tinha de ser feito debaixo de água e sem visibilidade.

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