"Open Arms" com 60 migrantes a bordo chega quarta-feira a Barcelona

A organização não-governamental Proactiva prevê que o navio "Open Arms", com 60 migrantes resgatados ao largo da Líbia, chegue a Barcelona na quarta-feira. Itália e Malta recusaram abrir os seus portos

A organização não-governamental (ONG) espanhola Proactiva prevê que a sua embarcação "Open Arms", na qual viajam 60 migrantes resgatados na costa da Líbia, chegue a Barcelona entre as 10 e as 12 horas de quarta-feira.

Fontes da organização disseram à agência Efe que os migrantes estão tranquilos depois de saberem que o Governo espanhol autorizou o seu desembarque, após Itália e Malta terem reafirmado a sua recusa em acolher mais embarcações.

Na manhã de sábado, em águas internacionais foram resgatados 60 cidadãos, incluindo uma criança de nove anos, da Palestina, Sudão do Sul, Mali, Síria, Burkina Faso, Costa do Marfim, Eritreia, Egito, República Centro africana, Etiópia, Líbia, Bangladesh e Guiné.

Laura Lanuza, porta-voz da ONG, explicou que uma das embarcações envolvida no resgate contactou os centros de coordenação de salvamento de Itália e de Malta, que recusaram o desembarque, pelo que se manteve o contacto com Espanha para que seja indicado um porto seguro.

Na rede social Facebook, o ministro italiano do Interior, Matteo Salvini, do partido de extrema-direita Liga, já fez saber que as embarcações da Proactiva "podem esquecer chegar a um porto italiano", depois de criticar a ONG de se intrometer numa operação que deveria ter sido liderada por autoridades líbias.

O ministro tem acusado as organizações de fomentar a imigração ilegal e enriquecer as máfias do falido Estado da Líbia e como solução já argumentou que "quanto menos pessoas partirem, menos pessoas morrem".

Malta também fechou os seus portos à ONG, depois de ter permitido o acesso ao barco da organização alemã Lifeline, que transportava 233 migrantes e que esteve seis dias sem conseguir atracar, após a recusa da Itália. Portugal foi um dos países que ofereceu ajuda neste caso.

Apesar do número de migrantes que têm chegado à Europa ser bastante menor do que o registado em 2017, a migração tem dividido politicamente os líderes da União Europeia, sobretudo face a posições expressas pelos partidos nacionalistas.

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