Onda de calor revela locais pré-históricos no País de Gales

A trabalhar na área desde os anos 90, o arqueólogo diz que nunca as condições foram tão boas para descobrir marcas pré-históricas no país

Uma onda de calor acompanhada por uma seca extrema está a revelar marcas na vegetação um pouco por todo o País de Gales, que permitiram identificar vestígios arqueológicos até agora desconhecidos - achados feitos por um arqueólogo que sobrevoou o país numa pequena aeronave.

Segundo a BBC, Toby Driver revelou que um local celta desconhecido foi descoberto perto das ruínas de um castelo em Tywyn, Gwynedd. Em Monmouthshire, foram encontrados ruínas pré-históricas, daquilo que se suspeita ser uma fortaleza romana.

"Por todo o País de Gales estamos a encontrar novos pedaços de história", disse Toby Driver. Em entrevista à BBC Radio Wales, o arqueólogo afirmou que "é uma coisa estranha e excitante de ver. Foram três semanas incríveis".

Após os voos de Driver a partir do aeroporto de Haverfordwest, Pembrokeshire, as imagens foram divulgadas pela Comissão Real sobre Monumentos Antigos e Históricos do País de Gales (Royal Commission on the Ancient and Historical Monuments of Wales).

Vestígios de uma povoação celta foram também descobertos em Gwynedd, no vale entre as ruínas do castelos de Bere e a fortaleza Craig e Aderyn.

No sul do País, entre Caerwent e Caerleon, a seca permitiu ao arqueólogo encontrar mais uma fortaleza e cidade romanas.

As marcas são desenhos na vegetação, que podem desaparecer muito rapidamente, com a alteração das condições climatéricas. Toby Driver, que se dedica a este trabalho desde os anos 90, diz que ainda não tinha encontrado condições semelhantes a estas.

"Esta é uma altura em que locais arqueológicos perdidos, vilas romanas, fortalezas e povoados pré-históricos aparecem fugazmente nas culturas", referiu.

Ler mais

Exclusivos

Premium

Nuno Artur Silva

Notícias da frente da guerra

Passaram cem anos do fim da Primeira Guerra Mundial. Foi a data do Armistício assinado entre os Aliados e o Império Alemão e do cessar-fogo na Frente Ocidental. As hostilidades continuaram ainda em outras regiões. Duas décadas depois, começava a Segunda Guerra Mundial, "um conflito militar global (...) Marcado por um número significativo de ataques contra civis, incluindo o Holocausto e a única vez em que armas nucleares foram utilizadas em combate, foi o conflito mais letal da história da humanidade, resultando entre 50 e mais de 70 milhões de mortes" (Wikipédia).

Premium

nuno camarneiro

Uma aldeia no centro da cidade

Os vizinhos conhecem-se pelos nomes, cultivam hortas e jardins comunitários, trocam móveis a que já não dão uso, organizam almoços, jogos de futebol e até magustos, como aconteceu no sábado passado. Não estou a descrever uma aldeia do Minho ou da Beira Baixa, tampouco uma comunidade hippie perdida na serra da Lousã, tudo isto acontece em plena Lisboa, numa rua com escadinhas que pertence ao Bairro dos Anjos.

Premium

Rui Pedro Tendinha

O João. Outra vez, o João Salaviza...

Foi neste fim de semana. Um fim de semana em que o cinema português foi notícia e ninguém reparou. Entre ex-presidentes de futebol a serem presos e desmentidos de fake news, parece que a vitória de Chuva É Cantoria na Aldeia dos Mortos, de Renée Nader Messora e João Salaviza, no Festival do Rio, e o anúncio da nomeação de Diamantino, de Daniel Schmidt e Gabriel Abrantes, nos European Film Awards, não deixou o espaço mediático curioso.