Onda de calor mata 80 japoneses e leva 35 mil ao hospital

A onda de calor que atingiu o Japão matou 80 pessoas e levou outras 35 mil para o hospital em três semanas, segundo dados oficiais atualizados na terça-feira.

A semana passada foi a mais mortífera, quando as temperaturas ultrapassaram os 35 graus, com o registo de 65 vítimas mortais, segundo a Agência de Gestão de Incêndios e Desastres. Quinze mortes deram-se nas duas semanas anteriores.

Várias cidades japonesas tornaram-se locais pouco saudáveis, com temperaturas entre 35 e quase 40 graus Celsius à sombra e humidade acima de 80%.

"Estamos a registar um calor sem precedentes em várias regiões", disse Motoaki Takekawa, da Agência Meteorológica, em conferência de imprensa. O responsável considerou o sucedido de "desastre natural".

Temperaturas sem precedentes foram alcançadas em todo o país, inclusive na cidade de Kumagaya, ao norte de Tóquio, que bateu o recorde nacional na segunda-feira com o termómetro a marcar 41,1 graus Celsius.

Segundo a Agência Meteorológica, as temperaturas de 35 °C ou mais podem durar até ao início de agosto.

A Agência de Gestão de Desastres aconselhou os cidadãos a usar aparelhos de ar condicionado, beber água e fazer intervalos regulares no trabalho.

Crianças entre as vítimas

Os idosos são o maior grupo de risco e a maioria das vítimas mortais. O Japão, recorde-se é o país com maior longevidade. Em 2016 havia mais de 65 mil centenários.
Mas as crianças também estão entre as vítimas. Uma criança de seis anos morreu de insolação após ter estado a brincar na escola.

"São necessárias medidas de emergência para proteger as crianças", disse o porta-voz do governo Yoshihide Suga, em conferência de imprensa.
Está em análise a possibilidade de estender o período de férias de verão.

O governo vai subsidiar a instalação de aparelhos de ar condicionado em escolas, faculdades e colégios a partir do próximo verão.
Menos de metade das salas de aula das escolas públicas tem de aparelhos de ar condicionado.

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Henrique Burnay

Discretamente, sem ninguém ver

Enquanto nos Estados Unidos se discute se o candidato a juiz do Supremo Tribunal de Justiça americano tentou, ou não, há 36 anos abusar, ou mesmo violar, uma colega (quando tinham 17 e 15 anos), para além de tudo o que Kavanauhg pensa, pensou, já disse ou escreveu sobre o que quer que seja, em Portugal ninguém desconfia quem seja, o que pensa ou o que pretende fazer a senhora nomeada procuradora-geral da República, na noite de quinta-feira passada. Enquanto lá se esmiúça, por cá elogia-se (quem elogia) que o primeiro-ministro e o Presidente da República tenham muito discretamente combinado entre si e apanhado toda a gente de surpresa. Aliás, o apanhar toda a gente de surpresa deu, até, direito a que se recordasse como havia aqui genialidade tática. E os jornais que garantiram ter boas fontes a informar que ia ser outra coisa pedem desculpa mas não dizem se enganaram ou foram enganados. A diferença entre lá e cá é monumental.