"O avião abanou de forma muito violenta até parar"

Todos os 99 passageiros e quatro tripulantes sobreviveram à queda do aparelho da Embraer durante a descolagem, em Durango, no México. Sobreviventes relatam o que aconteceu.

Jacqueline Flores, de 47 anos, viajava com a filha, de 16 anos, nos lugares 8A e 8B do avião da Embraer operado pela Aeromexico que ligava Durango, no norte do México, à capital. "O avião descolou, então senti que estava a começar a inclinar-se e foi aí que caímos", disse aos jornalistas no aeroporto.

Todos os 99 passageiros (dois deles bebés) e quatro tripulantes sobreviveram ao acidente, que ocorreu pelas 16.00 locais de terça-feira. O aparelho ficou envolto em chamas a 300 metros do fim da pista. 85 pessoas ficaram feridas, o mais grave será o piloto, que teve que ser operado devido a uma lesão na coluna vertebral, e uma criança que terá sofrido queimaduras em 25% do corpo.

Outro dos passageiros era o responsável do Partido de Ação Nacional (PAN) na região de Durango, Rómulo Campuzano. "Senti dois golpes muito fortes e o avião abanou de forma muito violenta até parar", afirmou ao programa Foro TV, da Telvisa. "Ao passar pela pista, no regresso, vi as duas turbinas ao lado da pista, quer dizer que o avião caiu na pista", referiu Campuzano.

Segundo as autoridades, e de acordo com o relato da torre de controlo, o avião foi atingido por uma rajada de vento no momento da descolagem, que levou a cair bruscamente e tocar na pista com a asa esquerda. "Quando o avião se preparava para descolar, senti que estava a chover muito forte", contou Jacqueline, uma mexicana residente em Bogotá, aos jornalistas no local.

Quando a asa embateu no solo, os motores caíram, mas o aparelho seguiu em frente, na horizontal, até parar já depois da pista. Segundo a Embraer, o aparelho tinha dez anos e já tinha sido usado por outras duas companhias aéreas. A Aeromexico usa o avião há quatro anos.

"O avião deslizou durante um bocado. E começou o fumo, começou o incêndio", explicou Jacqueline Flores. "Nesse momento, pela asa, vi que havia um buraco. Tirei de imediato o cinto de segurança à minha filha e saímos por aí. As crianças estavam a gritar. Conseguimos sair por aí, mas havia chamas. E eu tinha medo de saltar e queimar-me, mas saltámos. Saltámos sem pensar", disse. "Sinto-me abençoada e grata a Deus."

Os passageiros conseguiram sair do avião antes de as chamas envolverem o aparelho. Há pelo menos um ferido em estado mais grave, o piloto, que teve que ser operado

"Foi muito, muito horrível", disse outro passageiro, Lorenzo Nunez, que vive em Chicago, nos EUA, e que viajava com a mulher e os dois filhos. "Ardeu numa questão de segundos", indicou aos jornalistas, estalando os dedos para dar ênfase.

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