Muro: "Obviamente nunca quis dizer que o México ia passar um cheque", garante Trump

Presidente dos EUA desloca-se esta quinta-feira até à fronteira entre os EUA e o México, onde deverá defender a construção do muro. Divergência com democratas sobre financiamento da obra mantém o país em shutdown há 19 dias

Em conversa com os jornalistas antes de deixar a Casa Branca a caminho da fronteira entre os EUA e o México, Donald Trump insistiu que nunca disse que seriam os mexicanos a pagar diretamente pela obra. "Obviamente nunca quis dizer que o México ia passar um cheque", garantiu.

Com o país em shutdown há 20 dias devido à divergência entre a Casa Branca e os democratas sobre o financiamento do muro entre os EUA e o México - uma promessa de campanha de Trump para impedir a entrada de imigrantes ilegais - o presidente desloca-se esta quinta-feira até ao Texas para reforçar a necessidade da obra.

Antes de partir, Trump sublinhou que não "faz birras", depois de ter deixado intempestivamente uma reunião com os líderes democratas no Congresso, a presidente da Câmara dos Representantes, Nancy Pelosi, e o líder da minoria no Senado, Chuck Schumer.

Sobre o facto de o encontro ter durado apenas 14 minutos, Trump explicou ter insistido na necessidade de os democratas desbloquearem os cinco mil milhões de dólares necessários para financiar o muro com o México mas "Nancy disse não, e eu disse bye-bye".

Quanto a ter dado um murro na mesa, o presidente garantiu: "Não esmurrei a mesa. Não esmurrei a mesa. É mentira".

Emergência nacional? "Provavelmente, talvez"

Dois dias depois de se ter dirigido à nação para sublinhar a necessidade do muro - uma intervenção vista por 40 milhões de pessoas - Trump explicou estas quinta-feira que quanto a declarar emergência nacional para resolver o bloqueio da Administração devido ao shutdown "Provavelmente vou fazê-lo, talvez definitivamente".

Caso o shutdown se mantenha, Trump também já anunciou que não irá participar no Fórum Económico Mundial de Davos, que decorre de 21 a 25 de janeiro na Suíça.

O 'shutdown' do governo deixou 380 mil funcionários federais sem emprego e 420 mil a trabalhar sem serem pagos. Até agora o shutdown mais longo da história foi de 21 dias, entre o final de 1995 e início de 1996, durante a presidência de Bill Clinton.

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