Modi elogia artigo de António Costa no DN

O primeiro-ministro indiano, Narendra Modi, agradece ao homólogo português o artigo que escreveu esta quarta-feira a propósito dos 71 anos da independência da Índia

No Twitter, o primeiro-ministro do governo indiano não só elogia o artigo de Costa como lhe dá destaque.

Os dois líderes têm mantido um relacionamento estreito. António Costa fez uma visita à Índia em janeiro do ano passado e celebrou vários acordos de cooperação com aquele país. Narendra Modi retribuiu a visita em junho de 2017, numa curta estadia a caminho dos Estados Unidos. Ainda assim, houve tempo para assinar mais 11 acordos para reforçar comércio e cooperação científica.

A embaixadora indiana em Lisboa desde 2016, Nandini Singla, tem sido uma grande impulsionadora das relações entre os dois países. Mas a verdade é que as origens indianas de António Costa têm jogado a favor da cooperação Portugal-Índia. Os jornais locais têm dado, várias vezes, destaque às raízes do primeiro-ministro português.

O próprio Narendra Modi deu uma entrevista ao DN, aquando da visita de António Costa à Índia, em que sublinha a importância das origens do líder do governo português. "Sendo ele uma pessoa com raízes familiares na Índia, será para nós uma honra celebrar os seus grandes êxitos enquanto líder do povo português. António Costa é um exemplo do dinamismo da diáspora indiana."

No artigo publicado na edição desta quarta-feira do DN, António Costa afirma que: "Portugal e a Índia são duas economias que querem percorrer o século XXI juntas. As relações bilaterais entre Portugal e a Índia são antigas e fundadas sobre fortes laços históricos e humanos, que tanto se têm reforçado nos últimos anos, fruto de trocas e de contactos cada vez mais diversos e intensos, sedimentados pela minha visita, pela do primeiro-ministro Narendra Modi a Lisboa, seis meses mais tarde, e pelos novos trilhos de cooperação que lançámos em conjunto."

Ler mais

Exclusivos

Premium

Henrique Burnay

Discretamente, sem ninguém ver

Enquanto nos Estados Unidos se discute se o candidato a juiz do Supremo Tribunal de Justiça americano tentou, ou não, há 36 anos abusar, ou mesmo violar, uma colega (quando tinham 17 e 15 anos), para além de tudo o que Kavanauhg pensa, pensou, já disse ou escreveu sobre o que quer que seja, em Portugal ninguém desconfia quem seja, o que pensa ou o que pretende fazer a senhora nomeada procuradora-geral da República, na noite de quinta-feira passada. Enquanto lá se esmiúça, por cá elogia-se (quem elogia) que o primeiro-ministro e o Presidente da República tenham muito discretamente combinado entre si e apanhado toda a gente de surpresa. Aliás, o apanhar toda a gente de surpresa deu, até, direito a que se recordasse como havia aqui genialidade tática. E os jornais que garantiram ter boas fontes a informar que ia ser outra coisa pedem desculpa mas não dizem se enganaram ou foram enganados. A diferença entre lá e cá é monumental.

Premium

Ruy Castro

À falta do Nobel, o Ig Nobel

Uma das frustrações brasileiras históricas é a de que, até hoje, o Brasil não ganhou um Prémio Nobel. Não por falta de quem o merecesse - se fizesse direitinho o seu dever de casa, a Academia Sueca, que distribui o prémio desde 1901, teria descoberto qualidades no nosso Alberto Santos-Dumont, que foi o verdadeiro inventor do avião, em João Guimarães Rosa, autor do romance Grande Sertão: Veredas, escrito num misto de português e sânscrito arcaico, e, naturalmente, no querido Garrincha, nem que tivessem de providenciar uma categoria especial para ele.