Milhares de pessoas pedem em Madrid o fim das touradas

Manifestantes partiram bandarilhas criando uma grande nuvem vermelha para simbolizar o sangue de mais de 20.000 touros, vacas, novilhas e bezerros que morrem a cada ano, em touradas, em Espanha

Milhares de espanhóis e estrangeiros manifestaram-se hoje no centro de Madrid para reivindicar a abolição da tauromaquia em todas as suas formas, uma iniciativa que contou com 500 ativistas.

A manifestação começou na Puerta del Sol, com uma performance em que ativistas partiram bandarilhas criando uma grande nuvem vermelha para simbolizar o sangue de mais de 20.000 touros, vacas, novilhas e bezerros que morrem a cada ano, em touradas em Espanha.

Iniciativa teve como objetivo exigir a eliminação das touradas das listas de património e interesse cultural da Espanha, o fim dos apoios públicos e ainda da participação de crianças

Laura Gonzalo, porta-voz do evento, explicou em declarações à agência Efe que a iniciativa contou com 40 mil participantes e que foi apoiada por onze associações nacionais e internacionais de defesa animal.

Gonzalo explicou que a iniciativa visou exigir a eliminação das touradas das listas de património e interesse cultural da Espanha, o fim dos apoios públicos e ainda da participação de crianças.

Os participantes começaram a marcha com uma faixa onde se lia "Tourada é violência" e 'slogans' como "abolição da Tourada" ou " vergonha nacional tauromaquia".

Victoria Lacalle, colaborador Gladiator para a Paz e um psicólogo especialista em violência, disse à Agência Efe que "a tauromaquia representa o calcanhar de Aquiles do abuso de animais e terminá-lo eliminaria outras formas de violência contra humanos e outros animais".

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Henrique Burnay

Discretamente, sem ninguém ver

Enquanto nos Estados Unidos se discute se o candidato a juiz do Supremo Tribunal de Justiça americano tentou, ou não, há 36 anos abusar, ou mesmo violar, uma colega (quando tinham 17 e 15 anos), para além de tudo o que Kavanauhg pensa, pensou, já disse ou escreveu sobre o que quer que seja, em Portugal ninguém desconfia quem seja, o que pensa ou o que pretende fazer a senhora nomeada procuradora-geral da República, na noite de quinta-feira passada. Enquanto lá se esmiúça, por cá elogia-se (quem elogia) que o primeiro-ministro e o Presidente da República tenham muito discretamente combinado entre si e apanhado toda a gente de surpresa. Aliás, o apanhar toda a gente de surpresa deu, até, direito a que se recordasse como havia aqui genialidade tática. E os jornais que garantiram ter boas fontes a informar que ia ser outra coisa pedem desculpa mas não dizem se enganaram ou foram enganados. A diferença entre lá e cá é monumental.