Manada de vacas morre depois de ser atingida por um raio

Os seis animais estariam a tocar na cerca de arame farpado e terão sido vítimas de ataque cardíaco

Quando Derek Shirley, um agricultor australiano, chegou à sua quinta e viu os cadáveres de seis vacas alinhados ao longo da cerca de arame farpado, não conseguiu perceber o que causara a morte inesperada, e em simultâneo, dos animais. Até que se lembrou da grande tempestade que atingira a região nos últimos dias. Especialistas citados pela BBC acreditam que as vacas terão sido mortas por um raio.

Os animais já sem vida foram descobertos ao lado de uma cerca de arame farpado em Queensland, na semana passada, e o dono das vacas, Derek Shirley, disse ter ficado "atordoado" com o achado.

Sabrina Lomax, especialista em gado da Universidade de Sydney, acredita que as vacas estavam em contacto com a cerca de arame farpado quando morreram.

"Nesse tipo de acidentes, o que aconteceu foi apenas uma localização inconveniente dos animais em relação ao local onde caiu o raio", acrescentou a especialista, avançando que as vacas terão "morrido instantaneamente de um ataque cardíaco".

Quando se deparou com os animais mortos, Shirley julgou que estes teriam sido envenenados, principalmente porque estavam todos alinhados junto à cerca.

Karl Kruszelnicki, comentador de assuntos de ciência, ouvido pela Australian Broadcasting Corp, tentou explicar a estranha morte dos seis animais: as vacas terão ficado eletrificadas quando o relâmpago tocou no chão. "O campo elétrico passou pelas suas pernas e costas e os animais sofreram um ataque cardíaco", afirmou.

Ler mais

Exclusivos

Premium

Opinião

Os aspirantes a populistas

O medo do populismo é tão grande que, hoje em dia, qualquer frase, ato ou omissão rapidamente são associados a este bicho-papão. E é, de facto, um bicho-papão, mas nem tudo ou todos aqueles a quem chamamos de populistas o são de facto. Pelo menos, na verdadeira aceção da palavra. Na semana em que celebramos 45 anos de democracia em Portugal, talvez seja importante separarmos o trigo do joio. E percebermos que há políticos com quem podemos concordar mais ou menos e outros que não passam de reles cópias dos principais populistas mundiais, que, num fenómeno de mimetismo - e de muito oportunismo -, procuram ocupar um espaço que acreditam estar vago entre o eleitorado português.