"Little Foot": o esqueleto que revela as origens da nossa espécie

Cientistas acreditam que os ossos pertencem a uma menina que terá caído dentro de uma caverna. A descoberta prova que os nossos antepassados se espalharam por todo o continente africano

A equipa de investigadores passou vinte anos em escavações, e no processo de limpeza de reconstrução do esqueleto, que recebeu o nome de "Litte Foot". Os ossos foram expostos esta semana, em Joanesburgo, na África do Sul.

A idade do esqueleto, que foi encontrado nas cavernas sul-africanas, continua a ser debatida, mas os cientistas acreditam que possa ter cerca de 3,67 milhões de anos, o que significa que terá vivido 500 mil anos antes de Lucy, o famoso esqueleto encontrado na Etiópia.

"Little Foot" e Lucy pertencem ambos ao mesmo género - australopiteco -, mas são espécies diferentes.

A descoberta deste esqueleto mais antigo vem provar que os nossos ancestrais se espalharam por uma área muito maior de África, algo que a ciência desconhecia até agora. Sugere ainda que haveria um número maior de espécies.

"Little Foot" foi descoberto nas cavernas de Sterkfonteinm, uma cidade a noroeste de Joanesburgo. Os cientistas acreditam que se trata do esqueleto de uma criança do sexo feminino que terá caído num buraco de uma das cavernas.

"A descoberta parece pequena, mas pode ser muito importante. Porque tudo começou com um pequeno osso. E isso ajuda-nos a perceber as origens do esqueleto", disse o professor que lidera a investigação, Ron Clarke.

O esqueleto completo prova ainda que esta espécie é mais parecida connosco do que um macaco, com braços e mãos mais pequenas e que provavelmente dormia em árvores.

De que forma esta espécie se encaixa na nossa árvore genealógica é uma investigação que ainda não está completa, mas este é um esqueleto mais antigo e mais completo do que o de Lucy.

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