Líder dos ultras da Juventus preso por ligação à máfia

Operação antimáfia levou à detenção de 32 pessoas suspeitas de fazerem parte da Cosa Nostra (Sicília). No grupo está o líder da claque de ultras da equipa onde joga Cristiano Ronaldo. É suspeito de envolvimento tráfico de droga.

O líder histórico dos Bravi Ragazzi, a claque de ultras da Juventus, Andrea Puntorno foi um dos 32 detidos esta segunda-feira pela polícia antimafia italiana, numa operação em que também foi preso um dos alegados líderes da Cosa Nostra. A operação dos elementos antimafia contou com a colaboração da Europol e da Polícia Federal da Bélgica e teve lugar em várias cidades transalpinas como Agrigento, Catânia, Palermo, Parma e Trapani, segundo um comunicado divulgado pela Europol.

A investigação denominada Operação Kerkent começou em 2015, foi coordenada pela Procuradoria Distrital Antimáfia de Palermo e teve como alvo a Cosa Nostra de Agrigent, grupo que não só esta sediada na Sicília como também tinha elementos na região da Calábria e no no norte de Itália. De acordo com a polícia, o grupo estava envolvido em tráfico de droga, armas e explosivos, bem como existindo suspeitas de estar relacionado com um sequestro.

O líder da claque ultra do clube que tem no internacional português Cristiano Ronaldo um dos seus maiores expoentes, é suspeito de ser um intermediário no tráfico de droga entre o grupo criminoso calabreso Vibo Valentia e uma rede de Agrigento. Puntorno dirigia um bar na Sicília e já tinha sido investigado por tráfico de drogas. Além disso também estaria envolvido num processo de venda de bilhetes para assistir aos jogos no Allianz Stadium, o estádio da Juventus. Estava ainda sob vigilância policial pois, segundo o site TorinoToday era considerado "socialmente perigoso".