Líder de milícia na fronteira EUA-México detido por posse de armas proibidas

O homem foi descrito como "um criminoso perigoso que não deve andar com armas perto de crianças e famílias".

O líder de uma milícia armada que patrulha a fronteira EUA-México foi detido este sábado por posse de armas proibidas, anunciou o FBI, enquanto o México denunciou a "intimidação e extorsão" cometida por este tipo de grupos.

As autoridades informaram ter detido Larry Hopkins, de 70 anos, líder de um pequeno grupo armado que se propõe a patrulhar a fronteira entre o estado do Novo México, nos EUA, e o de Chihuahua, no México, enquanto o Presidente Donald Trump não vê cumprido o seu desejo de erguer um muro na fronteira com o país vizinho.

"Esta detenção do FBI indica claramente que a aplicação da lei deve permanecer nas mãos de polícias bem treinados e não de vigilantes armados", declarou o procurador-geral do Novo México, Hector Balderas.

O responsável descreveu Hopkins como "um criminoso perigoso que não deve andar com armas perto de crianças e famílias".

Por seu lado, o Ministério dos Negócios Estrangeiros mexicano expressou a sua "profunda preocupação com a intimidação e extorsão de migrantes por grupos de milícias na fronteira do Novo México".

"Esse tipo de práticas pode levar a abusos de direitos humanos contra pessoas que migram ou procuram asilo nos Estados Unidos", lê-se num comunicado.

O Congresso norte-americano recusou autorizar uma verba de mais de cinco mil milhões de euros para construir um muro na fronteira com o México, pedida pelo Presidente dos EUA que, perante essa recusa, declarou estado de emergência nacional, alegando razões de segurança, para poder alocar dinheiro para segurança nas fronteiras, incluindo a construção desse muro.

O Partido Democrata já contestou essa declaração de emergência, com governadores de vários Estados a contestarem a medida em tribunais.

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