Líder da NRA diz que direito a ter armas é "garantido por Deus"

"As elites não se preocupam com o sistema de ensino americano nem com as crianças. O seu objetivo é eliminar a 2.ª Emenda e as nossas liberdades em relação às armas, para que possam erradicar todas as liberdades individuais", disse Wayne LaPierre

Uma semana após o massacre que vitimou mortalmente 17 pessoas numa escola secundária na Florida e que relançou o já antigo debate sobre armas nos EUA, o líder da NRA (Associação Nacional de Armas) Wayne LaPierre quebrou o silêncio, defendendo fortemente o direito às armas e atacando as elites que não querem que existam "liberdades individuais".

Durante a Conservative Political Action Conference (CPAC), uma conferência de cariz conservador, LaPierre avisou também que existe uma "agenda socialista" por trás daqueles que querem mais controlo no que toca às armas e às leis sobre as mesmas. O direito às armas, frisa, é "garantido por Deus a todos os americanos como direito de nascença".

Acrescentou também que "os oportunistas não perderam um segundo para explorar a tragédia para ganho político", referindo-se mais uma vez ao massacre da Florida.

"As elites não se preocupam com o sistema de ensino americano e com as crianças. O seu objetivo é eliminar a 2.ª Emenda e as nossas liberdades em relação às armas, para que possam erradicar todas as liberdades individuais", disse ainda Wayne LaPierre.

Em linha com a sugestão de Donald Trump de armar os professores "com treino militar", o líder da NRA disse que as "escolas têm de ser endurecidas e o mal deve ser confrontado com toda a força necessária para proteger as crianças".

"Para parar uma pessoa má com uma arma é preciso uma pessoa boa com uma arma", disse LaPierre no fim do discurso, repetindo uma frase que já utilizou aquando do massacre de Sandy Hook, em dezembro de 2012.

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