Justiça brasileira ordena leilão de apartamento do ex-presidente Lula da Silva

Segundo a justiça, Lula recebeu o imóvel como suborno da construtora OAS para o favorecimento desta em contratos com a Petrobras.

Um juiz brasileiro ordenou na segunda-feira o leilão do apartamento atribuído ao ex-Presidente da República Lula da Silva e que esteve na base da condenação do antigo chefe de Estado por corrupção e branqueamento de capitais.

O magistrado Sergio Moro, que condenou Lula da Silva em primeira instância, determinou que o dinheiro arrecadado no leilão tenha como destino a petrolífera estatal Petrobras se a sentença de segunda instância contra o antigo Presidente brasileiro seja confirmada por tribunais superiores.

O apartamento, um 'triplex', está localizado no Guarujá, no estado de São Paulo, e, segundo a justiça, Lula da Silva recebeu o imóvel como suborno da construtora OAS para o favorecimento desta em contratos com a Petrobras.

Por este caso, Lula da Silva, que foi chefe de Estado do Brasil entre 2003 e 2010, foi condenado no dia 24, em segunda instância, a 12 anos e um mês de prisão. A pena inicial, decretada pelo juiz Sergio Moro, era de nove anos e meio.

Um dia depois de ser conhecido o agravamento da condenação, Luiz Inácio Lula da Silva, que tem outros processos a correr na justiça brasileira, aceitou oficialmente ser o pré-candidato do Partido dos Trabalhadores (PT) nas próximas presidenciais do Brasil.

"Aceito a indicação de ser o pré-candidato do Partido dos Trabalhadores", disse Lula da Silva, de 72 anos, durante uma reunião em São Paulo do comité executivo nacional do partido, que aprovou por unanimidade a sua indicação para as eleições presidenciais, previstas para outubro.

Lula da Silva, que lidera todas as sondagens de intenção de voto, voltou a dizer que o PT é "vítima de uma trama premeditada" e reiterou que o tribunal de segunda instância condenou um "inocente" que não cometeu "nenhum crime".

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