Juiz reativa mandado de detenção europeu para Puigdemont

Decisão de Pablo Llarena foi decretada esta tarde.

O juiz Pablo Llarena, o magistrado do Supremo encarregue do processo independentista, decretou esta tarde a prisão preventiva de Jordi Turull, Josep Rull, Raül Romeva, Dolors Bassa e Carme Forcadell.

Estes cinco líderes independentistas tinham sido intimados a comparecer hoje de manhã perante o Supremo.

Marta Rovira, número dois da ERC, também tinha sido intimada, mas não compareceu. Numa carta divulgada pela ERC, Rovira optou pelo "caminho do exílio", sendo que os media espanhóis estão a adiantar que já se encontra na Suíça.

Jordi Turull tinha estado ontem à tarde no Parlament do debate da sua investidura, tendo falhado a eleição para presidente da Generalitat com 64 votos a favor e 65 contra. O segundo debate ficou marcado para este sábado às 9.00 (hora de Lisboa).

No final do debate, Marta Rovira, Dolors Bassa e Carme Forcadell anunciaram a sua renúncia ao cargo de deputado.

Com esta decisão de Pablo Llarena, estes cinco líderes independentistas juntam-se ao ex-vice da Generalitat Oriol Junqueras, ao ex-conselheiro Joaquim Forn, ao ex-presidente da Associação Nacional Catalã Jordi Sànchez e ao presidente da Òmnium Cultural, Jordi Cuixart, que se encontram presos desde finais do ano passado.

Neste momento são 25 os independentistas envolvidos neste processo e acusados de crimes como rebelião agravada com peculato (pena pode ir até aos 30 anos), rebelião (máximo de 25 anos), peculato (até 8 anos) e desobediência (pena de inabilitação).

Llarena decidiu também reativar o mandado de detenção europeu para Carles Puigdemont e dos ex-conselheiros Antoni Comín, Lluís Puig, Meritxell Serret, todos na Bélgica, e Clara Ponsatí, que se mudou da Bélgica para a Escócia. E ativou um mandado de detenção internacional para Marta Rovira, que se supõe que esteja na Suíça.

O juiz do Supremo não emitiu qualquer mandado para Anna Gabriel, a ex-deputada da CUP que fugiu para a Suíça.

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