Jeffrey Epstein enforcou-se. Autópsia confirma causa da morte

Exame médico conclui que o milionário cometeu suicídio. Lista de queixosas contra o empresário aumenta.

Uma autópsia concluiu que a causa da morte do milionário Jeffrey Epstein foi suicídio por enforcamento, disse uma porta-voz do diretor de Medicina Legal de Nova Iorque, que remeteu mais pormenores para um relatório oficial a divulgar posteriormente.

Epstein, de 66 anos, foi encontrado morto na sua cela de uma prisão de Nova Iorque no dia 10, o que deixou transparecer indignação e incredulidade sobre como um prisioneiro tão importante, conhecido por ter socializado com pessoas poderosas, incluindo o presidente Donald Trump e o antigo chefe de Estado Bill Clinton, pôde ter ficado sem vigilância.

Acusado de abusar sexualmente de várias menores de idade ao longo de muitos anos, Epstein foi preso no dia 6 de julho. Tinha sido colocado em observação no mês passado depois de ter sido encontrado no chão da sua cela em 23 de julho com hematomas no pescoço, por aparente tentativa de suicídio.

Antes da sua morte, Epstein tinha-se declarado inocente pelas acusações de tráfico sexual envolvendo dezenas de menores de idade entre 2002 e 2005. Os procuradores disseram recrutou e pagou às raparigas para lhe fazerem massagens, que se tornaram de natureza sexual.

O procurador-geral William Barr disse que o governo dos EUA continuará a investigação sobre possíveis cúmplices.

O Washington Post e o New York Times relataram na quinta-feira que a autópsia revelou que vários ossos no pescoço de Epstein haviam sido fraturados, levando à especulação de que sua morte foi um homicídio.

Epstein já era um agressor sexual cadastrado depois de se ter confessado culpado em 2008 às acusações do estado da Florida de pagar ilegalmente por sexo a uma adolescente.

Duas mulheres que disseram ter sido recrutadas há 15 anos para fornecer massagens a Jeffrey Epstein, e que acabaram por ser abusadas sexualmente na sua mansão em Manhattan, instauraram uma ação judicial de 100 milhões de dólares. A ação é pelo menos a segunda contra a herança de Epstein. As queixosas, identificados como Jane Doe 1 e Jane Doe 2, vivem agora em Okinawa, Japão e em Baltimore, Maryland, e teriam à data dos abusos 18 e 20 anos. Eram aspirantes a modelos quando foram abordadas em 2004 por uma mulher que trabalhava para Epstein.

Não se sabe se Epstein deixou um testamento. Os seus advogados estimaram os seus bens em cerca de 559 milhões de dólares, incluindo duas ilhas privadas e quatro residências. Só a sua mansão em Manhattan's Upper East Side valerá 77 milhões de dólares.

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