Itália: Crianças só vão poder ir à escola se tiverem as vacinas em dia

"Sem vacinas, não há escola." Explica a ministra da Saúde italiana, sobre a lei que entra em vigor esta segunda-feira.

Em Itália, as escolas vão passar a exigir certificados de vacinação e podem recusar crianças com menos de seis anos que não consigam provar que foram adequadamente vacinadas.

A nova norma entrou em vigor esta terça-feira, 12 de março, depois de meses de debate nacional sobre vacinação obrigatória. Os pais das crianças correm agora o risco de serem multados até 500€ se mandarem os seus filhos sem estarem vacinados para a escola e as crianças com menos de seis anos podem até ser recusadas.

Esta segunda-feira marcou o último dia para os pais fornecerem documentação obrigatória sobre vacinação dos seus filhos. As autoridades italianas divulgaram os dados e afirmaram que a taxa nacional de vacinação é de 95% para crianças nascidas em 2015.

Esta nova lei veio responder ao surto de sarampo que assolou a Itália, e as autoridades italianas asseguraram que a vacinação começou a ser mais usual desde que a legislação foi obrigatória.

A lei Lorenzin, nomeada em homenagem à ex-ministra da Saúde que a introduziu, decreta que a imunização das crianças, através da vacinação, seja obrigatória, antes de terem idade para frequentar a escola. Esta lei abrange vacinas contra sarampo, rubéola, poliomielite, difteria, tétano, hepatite B, tosse convulsa, hemofilia de tipo B, varicela e papeira. A nova lei foi aprovada numa tentativa fazer subir os níveis de vacinação que em Itália estavam abaixo dos 80%, para alcançar o patamar proposto pela Organização Mundial de Saúde, de 95%.

Segundo a BBC, sob esta nova lei, crianças com até seis anos podem ser impedidas de entrar mesmo em berçários e jardins-de-infância se não tiverem as vacinas em dia. Já as crianças com idades compreendidas entre os 6 e os 16 anos não serão proibidas de frequentar as escolas, mas os pais vão ter de enfrentar multas de 500€.

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