Grécia pede ajuda à União Europeia para combater incêndios florestais

Pedido de ajuda foi enviado durante a tarde desta segunda-feira. Fogos já obrigaram milhares de pessoas a fugir dos arredores de Atenas.

A Agência de Proteção Civil da Grécia anunciou hoje que o país vai pedir ajuda à União Europeia (UE) para combater os incêndios florestais que lavram perto da capital, Atenas, e que já causaram queimaduras em seis pessoas.

Segundo a agência de notícias norte-americana Associated Press (AP), o pedido formal de ajuda à UE para o envio de meios, com vista a combater os incêndios florestais que já destruíram casas e forçaram milhares de pessoas a fugir dos arredores de Atenas, foi enviado ao final da tarde desta segunda-feira.

A porta-voz dos bombeiros disse à AP que seis pessoas foram também nesta segunda-feira hospitalizadas, na sequência de queimaduras causadas pelo incêndio que assolou o nordeste de Atenas, na área de Penteli, mas ainda é desconhecido o seu estado de saúde.

Três dos maiores hospitais de Atenas estão em alerta para receber mais vítimas se necessário.

As autoridades regionais gregas declararam o estado de emergência nas partes leste e oeste da grande Atenas, à medida que os incêndios provocados pelos ventos fortes se espalharam pelas florestas de pinheiros e pelas cidades junto ao litoral, em ambos os lados da capital grega.

Um primeiro incêndio florestal deflagrou hoje a nordeste de Atenas, na área de Penteli, estendendo-se à cidade de Rafina. Na cidade vizinha de Mati, a guarda costeira enviou um barco de patrulha para retirar as pessoas de uma praia que ficou cercada pelas chamas.

O segundo incêndio devastou florestas montanhosas de pinheiros, a 50 quilómetros a oeste de Atenas. O fogo criou uma nuvem de fumo tão espessa que as principais vias rodoviárias entre o Peloponeso (extensa península no sul da Grécia) e Grécia continental foram fechadas e uma nuvem alaranjada abateu-se sobre Atenas.

Ler mais

Exclusivos

Premium

Ricardo Paes Mamede

Legalização da canábis, um debate sóbrio 

O debate público em Portugal sobre a legalização da canábis é frequentemente tratado com displicência. Uns arrumam rapidamente o assunto como irrelevante; outros acusam os proponentes de usarem o tema como mera bandeira política. Tais atitudes fazem pouco sentido, por dois motivos. Primeiro, a discussão sobre o enquadramento legal da canábis está hoje em curso em vários pontos do mundo, não faltando bons motivos para tal. Segundo, Portugal tem bons motivos e está em boas condições para fazer esse caminho. Resta saber se há vontade.

Premium

nuno camarneiro

É Natal, é Natal

A criança puxa a mãe pela manga na direcção do corredor dos brinquedos. - Olha, mamã! Anda por aqui, anda! A mãe resiste. - Primeiro vamos ao pão, depois logo se vê... - Mas, oh, mamã! A senhora veste roupas cansadas e sapatos com gelhas e calos, as mãos são de empregada de limpeza ou operária, o rosto é um retrato de tristeza. Olho para o cesto das compras e vejo latas de atum, um quilo de arroz e dois pacotes de leite, tudo de marca branca. A menina deixa-se levar contrariada, os olhos fixados nas cores e nos brilhos que se afastam. - Depois vamos, não vamos, mamã? - Depois logo se vê, filhinha, depois logo se vê...