Governo alemão oferece dinheiro a refugiados que queiram voltar a casa

Migrantes que aceitem regressar recebem subsídio de 1200 euros durante um ano

O governo alemão pretende apoiar os refugiados, que viram os seus pedidos de asilo rejeitados, a regressar aos seus países de origem com um subsídio de 3.000 euros, revela hoje o jornal Bild.

O ministro do Interior avança que os interessados podem candidatar-se até 28 de fevereiro do próximo ano e que o dinheiro lhes será entregue assim que regressem a casa.

Aos migrantes que aceitarem regressar aos seus países antes mesmo que o seu pedido de asilo seja rejeitado ser-lhes-á oferecido um subsídio de 1.200 euros por adulto, e 600 por criança, num outro programa que tem duração de um ano. Atualmente podem inscrever-se nos dois programas de ajuda.

A edição de hoje do Bild am Sonntag refere que 8.639 migrantes participaram no programa de refugiados entre fevereiro e outubro, apesar de haver cerca de 115.000 pedidos de asilo rejeitados na Alemanha, muitos dos quais não podem ser deportados por razões humanitárias.

Ler mais

Premium

Henrique Burnay

Discretamente, sem ninguém ver

Enquanto nos Estados Unidos se discute se o candidato a juiz do Supremo Tribunal de Justiça americano tentou, ou não, há 36 anos abusar, ou mesmo violar, uma colega (quando tinham 17 e 15 anos), para além de tudo o que Kavanauhg pensa, pensou, já disse ou escreveu sobre o que quer que seja, em Portugal ninguém desconfia quem seja, o que pensa ou o que pretende fazer a senhora nomeada procuradora-geral da República, na noite de quinta-feira passada. Enquanto lá se esmiúça, por cá elogia-se (quem elogia) que o primeiro-ministro e o Presidente da República tenham muito discretamente combinado entre si e apanhado toda a gente de surpresa. Aliás, o apanhar toda a gente de surpresa deu, até, direito a que se recordasse como havia aqui genialidade tática. E os jornais que garantiram ter boas fontes a informar que ia ser outra coisa pedem desculpa mas não dizem se enganaram ou foram enganados. A diferença entre lá e cá é monumental.