Fuzileiro português resgata mulher em aldeia isolada

A mulher foi localizada durante uma operação de reconhecimento das áreas afetadas pelo ciclone Idai. Português ao serviço da ONU voluntariou-se de imediato para comunicar com a vítima do ciclone.

Um fuzileiro da Marinha portuguesa resgatou este domingo uma mulher que se encontrava numa aldeia isolada, na Beira, em Moçambique, onde o ciclone Idai e as cheias mataram pelo menos 446 pessoas nos últimos dias.

A informação foi partilhada no perfil de Facebook da Marinha Portuguesa, juntamente com as fotos do salvamento.

O sargento fuzileiro Faustino, que integra a Força de Reação Imediata (FRI) - em missão humanitária em Moçambique - efetuou o salvamento junto ao rio Buzi, "numa aldeia isolada, com recurso a um helicóptero da Marinha indiana ao serviço das Nações Unidas".

"Uma mulher, com sinais evidentes de fraqueza, foi localizada durante uma operação de reconhecimento às áreas ainda isoladas. Durante o voo, a tripulação do helicóptero apercebeu-se de um pedido de auxílio de vários populares no solo, que acenavam a pedir ajuda", escreveu a Marinha no Facebook.

Segundo a mesma fonte, Faustino "voluntariou-se de imediato para comunicar em português e efetuar o salvamento".

Uma equipa de militares portugueses participava no reconhecimento aéreo, para identificar as zonas onde esta tarde vão fazer distribuição alimentar de emergência às populações isoladas, a ser concretizada através dos botes dos fuzileiros da FRI.

O número de vítimas mortais do ciclone Idai e das cheias que se seguiram no centro de Moçambique subiu este domingo para 446. Segundo o ministro do Ambiente, responsável pelas operações, há 531 mil pessoas afetadas pela catástrofe.

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