FMI corta previsão de crescimento do Brasil para 0,8% em 2019

Segundo o órgão, a baixa nas previsões sobre o Brasil refletem uma procura doméstica mais fraca do que o esperado e um menor otimismo diante das incertezas sobre a capacidade do governo levar adiante reformas económicas estruturais.

O Fundo Monetário Internacional (FMI) reviu esta terça-feira a sua projeção sobre o desempenho da economia brasileira, baixando a expectativa de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) do país de 2,1% para 0,8% em 2019.

Entre as diferentes versões do relatório do FMI "World Economic Outlook" divulgadas em abril e julho, o crescimento económico brasileiro sofreu uma baixa de de 1,3 pontos percentuais.

Segundo o órgão, a baixa nas previsões sobre o Brasil refletem uma procura doméstica mais fraca do que o esperado e um menor otimismo diante das incertezas sobre a capacidade do governo levar adiante reformas económicas estruturais.

Embora se tenha mostrado pessimista, o FMI sinalizou que acredita que haverá uma aceleração do crescimento económico do país em 2020 porque a expectativa sobre a subida do PIB do Brasil está em 2,4% no próximo ano, projeção apenas 0,1 ponto percentual abaixo do que constava na versão anterior do relatório divulgada em abril.

O FMI também voltou a rever em baixa a previsão de crescimento da economia mundial para 3,2% este ano e 3,5% em 2020, menos 0,1 pontos percentuais em ambos os casos face à estimativa de abril.

O órgão espera que a economia mundial cresça 3,2% este ano, depois da expansão de 3,6% em 2018, recuperando para um crescimento de 3,5% em 2020.

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Maria Antónia de Almeida Santos

Uma opinião sustentável

De um ponto de vista global e a nível histórico, poucos conceitos têm sido tão úteis e operativos como o do desenvolvimento sustentável. Trouxe-nos a noção do sistémico, no sentido em que cimentou a ideia de que as ações, individuais ou em grupo, têm reflexo no conjunto de todos. Semeou também a consciência do "sustentável" como algo capaz de suprir as necessidades do presente sem comprometer o futuro do planeta. Na sequência, surgiu também o pressuposto de que a diversidade cultural é tão importante como a biodiversidade e, hoje, a pobreza no mundo, a inclusão, a demografia e a migração entram na ordem do dia da discussão mundial.