Fernanda tem 2 anos e testemunhou num tribunal de imigração

A menina, natural das Honduras, foi separada da avó na fronteira

Fernanda Jacqueline Davila é tão pequenina que precisou de ajuda de um adulto para subir à cadeira do tribunal. A menina hondurenha de dois anos foi presente ao Tribunal Federal da Imigração de Nova Iorque, nos Estados Unidos, no âmbito do processo de pedido de deportação para o seu país de origem.

A menina é a criança mais nova a ser ouvida no Tribunal Federal de Imigração n.º 14. Fernanda estava acompanhada pelo responsável do abrigo que tomou conta dela desde julho, quando foi separada da avó na fronteira entre o México e os EUA, por onde tentavam entrar ilegalmente.

De volta às Honduras, a avó Nubia Archaga, arrependeu-se da viagem e pediu a neta de volta.

"Só queremos que ela volte para o nosso país. Estamos desesperados. Ela é tão linda. Temos medo de que ela seja dada para adoção", diz o avô paterno, Hector Enrique Lazo, citado pelo New York Times.

Fernanda vivia com os avós paternos, que aceitaram tomar conta da menina quando o filho morreu num acidente de viação, quatro meses antes de Fernanda nascer.

Depois de umas lágrimas iniciais, a menina acabou por responder às perguntas da juíza Randa Zagzoug através de um tradutor, uma vez que só fala espanhol.

A juíza aprovou o pedido da família para que regresse às Honduras.

13 mil crianças chegaram sozinhas em setembro

A menina de dois anos foi a 26.º de 30 crianças que foram ouvidas pela juíza Randa Zagzoug naquele dia. Segundo o New York Times, há cada vez mais crianças a tentarem entrar nos EUA sob a custódia do governo, após terem sido separados dos familiares na fronteira.

No mês de setembro, cerca de 13 mil crianças chegaram sozinhas ao país. Tal como aconteceu com Fernanda, têm de aguardar por uma audiência num tribunal federal de imigração, durante a qual será decidido se são deportadas, se se voltam a reunir com a família ou se recebem asilo nos Estados Unidos.

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