EUA obrigam Boeing a fazer modificações ao modelo de avião que caiu na Etiópia

A Agência Europeia de Segurança Aérea os Estados Unidos estão a investigar as causas do acidente que envolveu o avião da Ethiopian Airlines, no qual morreram 157 pessoas.

Os Estados Unidos vão obrigar a empresa Boeing a fazer modificações no 'software' e sistema de controlo dos modelos de aviões 737 MAX 8 e 737 MAX 9, depois da queda do avião da Ethiopian Airlines no domingo.

A ordem dada ao fabricante de aviões norte-americano pela Agência Federal de Aviação Norte-Americana terá de ser cumprida "até abril, o mais tardar", foi hoje anunciado.

A agência federal norte-americana decidiu não imobilizar a frota de 737 MAX 8, apesar das autoridades de aviação da China, Mongólia e da Indonésia terem anunciado a suspensão de todos os voos com aparelhos Boeing daquele modelo.

A Agência Europeia de Segurança Aérea (AESA) informou hoje que está a investigar com os Estados Unidos da América as causas do acidente do avião da Ethiopian Airlines, no qual morreram 157 pessoas de 35 nacionalidades.

A AESA emitiu um breve comunicado no qual assegura que está a monitorizar a investigação sobre as causas da queda do voo ET302 da Ethiopian Airlines e que publicará qualquer novidade no seu 'site'.

As equipas de resgate encontraram hoje a caixa negra do avião que caiu no domingo poucos minutos depois de descolar de Adis Abeba, capital da Etiópia, com destino a Nairóbi, capital do Quénia.

O avião caiu numa zona chamada Hejeri, perto da cidade de Bishoftu, a 42 quilómetros a sudeste da capital da Etiópia.

As causas do acidente ainda não são conhecidas, mas este é o segundo acidente envolvendo um Boeing 737 MAX. O primeiro ocorreu ao largo da costa da Indonésia, em circunstâncias semelhantes, em 29 de outubro, e resultou também na morte de todos os ocupantes.

Apesar de não serem conhecidas ainda as causas do acidente, a Ethiopian Airlines anunciou ter imobilizado todos os seus Boeing 737 MAX.

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