Como Elon Musk pode ajudar a salvar as crianças presas na gruta

Peritos das empresas de Musk vão estar amanhã com as autoridades. Vídeo mostra quão difícil é o percurso pelo interior da gruta

O bilionário da indústria automóvel e espacial, Elon Musk ofereceu ajuda às autoridades tailandesas para o resgate das 12 crianças e do seu treinador que estão há 13 dias presos numa gruta. Dada a complexidade das operações, Elon Musk não se comprometeu com nenhuma ação. Vai enviar peritos das suas empresas SpaceX (construção espacial) e Boring Company (construção de túneis) para que estes percebam como podem ser úteis.

O próprio anunciou no Twitter que ficava à disposição para ajudar no resgate.

O uso do conhecimento de especialistas da empresa de túneis pode ajudar a dar força à tentativa de resgate através de uma abertura na montanha. Evitando assim que o grupo com idades entre os 11 e os 16 anos tenha de fazer o percurso pelo interior da gruta, parcialmente inundado, e com troços muito complicados, como mostra este vídeo no Twitter.

"Assim que percebermos no que podemos fazer ou enviar de útil, vamos fazê-lo. Estamos a reunir feedback e orientação das pessoas que estão no terreno em Chiang Rai para determinar a melhor maneira de ajudar nos seus esforços de resgate", referiu um porta-voz da Boring Company à BBC.

Embora não tenham ainda definido como vão ajudar no resgate, o próprio Musk já tinha dado algumas pistas. Por exemplo, tem "um radar avançado de penetração no solo", que é "muito bom a escavar buracos" ou tecnologia para "criar um túnel de ar debaixo de água", por onde as crianças poderiam sair.

Esta sexta-feira, em resposta no Twitter, Musk deu ainda mais algumas ideias de como podem ajudar. "Inserir um tubo de nylon com um metro de diâmetro através do complexo da gruta e enchê-lo de ar como um castelo insuflável. Deve criar um túnel de ar debaixo de água contra o teto da gruta e adaptar-se às formas mais complicadas como um buraco de 70 centímetros."

O governo tailandês já referiu a a equipa de Musk poderia ajudar com serviços de localização, retirada de água ou fornecendo energia.

As crianças estão presas na gruta há 13 dias, com o seu treinador de 25 anos. Mais de 1300 operacionais estão no terreno a estudar a forma mais segura de trazer as crianças da gruta. Um dos caminhos o mesmo pelo qual entraram, mas que agora está parcialmente inundado, o que impediu o regresso da equipa logo a 23 de junho. É um caminho difícil, que demora seis horas a ser percorrido, pelos militares treinados.

Esta sexta-feira um desses militares (já na reserva) acabou por morrer durante uma missão em que estava a colocar oxigénio na gruta onde se encontra a equipa de juniores e o treinador.

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