Bruxelas só adia Brexit se Parlamento britânico aprovar o acordo de May

Presidente do Conselho Europeu reagiu à carta recebida por Theresa May a pedir a extensão do artigo 50.º: adiar o Brexit por pouco tempo depende da Câmara dos Comuns.

O dirigente polaco interrompeu as consultas com os líderes dos 27 para dizer que é possível uma curta extensão, como requerido pela primeira-ministra britânica, desde que a Câmara dos Comuns vote favoravelmente o acordo de saída nos próximos dias.

Depois de informar os jornalistas de que recebeu a carta de Theresa May, disse que falou ao telefone com a governante sobre a proposta. "À luz das conversações que tive nos últimos dias, acredito que uma extensão curta pode ser possível mas está dependente de um voto positivo sobre o acordo de retirada na Câmara dos Comuns."

Sobre a duração da extensão, afirmou que o tema "está em aberto". "A proposta de Theresa May, de 30 de junho, tem os seus méritos mas abre questões legais que irão ser debatidas amanhã."

Nesta manhã, o presidente da Comissão Europeia advertiu que uma extensão curta não devia ultrapassar a data das eleições europeias, que se realizam entre 23 e 26 de maio.

Donald Tusk, que já defendeu a possibilidade de uma extensão longa do artigo 50.º caso o Reino Unido não encontre uma solução, mostrou-se confiante de que o processo chegue a bom porto. "Nesta altura não é necessário um conselho europeu extraordinário se os líderes aceitarem as minhas propostas e se a Câmara dos Comuns chegar a um acordo."

"Apesar de a fadiga do Brexit estar a crescer, não podemos desistir até ao último momento" de chegar a uma solução. E concluiu: "Estou confiante de que não nos vai faltar paciência e boa vontade neste momento."

Ler mais

Exclusivos

Premium

Opinião

Os aspirantes a populistas

O medo do populismo é tão grande que, hoje em dia, qualquer frase, ato ou omissão rapidamente são associados a este bicho-papão. E é, de facto, um bicho-papão, mas nem tudo ou todos aqueles a quem chamamos de populistas o são de facto. Pelo menos, na verdadeira aceção da palavra. Na semana em que celebramos 45 anos de democracia em Portugal, talvez seja importante separarmos o trigo do joio. E percebermos que há políticos com quem podemos concordar mais ou menos e outros que não passam de reles cópias dos principais populistas mundiais, que, num fenómeno de mimetismo - e de muito oportunismo -, procuram ocupar um espaço que acreditam estar vago entre o eleitorado português.