Documento secreto: Martin Luther King era "marxista de corpo e alma" e "desviante sexual"

Martin Luther King durante o seu famoso discurso "I have a dream", em 1963, em Washington

Ficheiro do governo americano que foi mantido em segredo durante 50 anos estava entre os documentos do assassinato de JFK

O FBI criou em 1968 um dossier sobre Martin Luther King Jr. que foi mantido em segredo até agora. No documento, o ativista dos direitos civis americano é descrito como "um marxista de corpo e alma", com fortes ligações ao Partido Comunista dos EUA, bem como um "desviante sexual".

O ficheiro encontrava-se entre os documentos ligados ao assassinato do Presidente John Fitzgerald Kennedy que foram tornados públicos esta sexta-feira. Segundo a BBC, não é claro por que razão esta pasta estava neste espólio, uma vez que não surge qualquer menção ao presidente assassinado. Os registos mostram que um departamento do FBI acedeu a esta informação em 1994 e que decidiu que deveria manter-se secreta.

O perfil de King aqui traçado é assumidamente resultante de conversas privadas entre fontes anónimas e rumores não confirmados por fontes diretas, pelo que a sua credibilidade é discutível. Todo o documento, aliás, está escrito no sentido de dar uma imagem negativa do homem que recebera o Nobel da Paz quatro anos antes.

Além das acusações atrás referidas, o FBI afirmava que todos os discursos de King eram aprovados previamente por pessoas ligadas ao partido comunista e que a sua organização, a Southern Christian Leadership Conference (Conferência da Liderança Cristã do Sul), era na realidade uma forma de fuga aos impostos.

"King é intelectualmente lento que normalmente não consegue produzir declarações sem a ajuda de alguém", lê-se no documento.

Quanto à sua vida privada, o documento afirma que King tivera pelo menos quatrp relações extramatrimoniais duradouras, uma delas com a cantora joan Baez, que tinha um filho ilegítimos de uma amante na Califórnia e que participara por várias vezes em "orgias sexuais com álcool" nas quais jovens raparigas eram coagidas a participar.

Comportamentos que são descritos no ficheiro como "atividades não naturais", "desviantes" e "aberrantes".

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