Espanha vai enviar reforço policial para a Catalunha

O reforço policial dará apoio à polícia catalã, que tem também ordens para impedir a realização do referendo, informou o Ministério do Interior em comunicado

Espanha vai enviar um reforço policial para a Catalunha a fim de manter a ordem no caso de ser aplicado o referendo de independência prometido pelas autoridades catalãs, ao qual o Governo nacional se opõe, disseram esta sexta-feira as autoridades.

Essa medida deve-se à crescente tensão entre as autoridades espanholas e catalãs acerca da votação prevista para 01 de outubro.

O reforço policial dará apoio à polícia regional catalã, que tem também ordens para impedir a realização do referendo, informou o Ministério do Interior em comunicado.

Segundo a nota de imprensa, estarão três ferries no porto de Barcelona que fornecerão apoio ao reforço policial, mas não é indicado o número de polícias adicionais.

O Ministério Interior da Catalunha foi informado acerca desta medida.

Em Barcelona, uma manifestação grande e barulhenta contra as detenções de responsáveis catalães, que durou mais de 24 horas, dispersou-se durante a tarde de hoje após a libertação dos detidos.

No entanto, numa das principais universidades de Barcelona, cerca de dois mil estudantes organizaram uma manifestação pró-referendo.

Os alunos ocuparam um claustro central e os representantes sindicais dos estudantes instaram os manifestantes a permanecer até ao fim de semana.

A quase uma semana da consulta popular, que ainda não se sabe se se vai realizar, tem aumentado a tensão entre os separatistas da Catalunha e as instituições espanholas que tentam impedir a realização do referendo.

A polícia espanhola apreendeu na quarta-feira, nos arredores de Barcelona, quase 10 milhões de boletins de voto que iam ser utilizados no referendo de 01 de outubro, e numa outra operação revistou uma série de edifícios do Governo regional e deteve 14 pessoas alegadamente envolvidas na preparação da consulta popular.

Os partidos separatistas têm uma maioria de deputados no parlamento regional da Catalunha desde setembro de 2015, o que lhes deu a força necessária, em 2016, para declararem que iriam organizar este ano um referendo sobre a independência, mesmo sem o acordo de Madrid.

Os independentistas defendem que cabe apenas aos catalães a decisão sobre a permanência da região em Espanha, enquanto Madrid se apoia na Constituição do país para insistir que a decisão sobre uma eventual divisão do país tem de ser tomada pela totalidade dos espanhóis.

O conflito entre Madrid e a região mais rica de Espanha, com um PIB superior ao de Portugal, cerca de 7,5 milhões de habitantes, um terço da área de Portugal, uma língua e culturas próprias, arrasta-se há várias décadas.

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